Quadrilha que acessou dados de Moraes ilegalmente vira alvo da PF

Operação Dataleaks foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (5)

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Supostas mensagens foram encontradas no celular de Daniel Vorcaro (Foto: Gustavo Moreno, STF)

Moraes é o relator dessa investigação e, ao mesmo tempo, vítima (Foto: Gustavo Moreno, STF)

Foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (5) a Operação Dataleaks, que busca desarticular uma organização criminosa especializada em obter, adulterar, comercializar e disseminar ilegalmente dados pessoais e sensíveis provenientes de bases governamentais e privadas. O blog da Camila Bomfim, do g1, apurou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) teve os dados pessoais alterados e inseridos numa plataforma que vendia essas informações.

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Moraes é o relator dessa investigação e, ao mesmo tempo, vítima. Recentemente, o ministro tornou a investigação sobre supostos acessos ilegais e vazamentos de dados fiscais de ministros do STF assunto correlato ao inquérito das Fake News, do qual também é relator.

A operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária expedidas pelo STF nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas.

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A PF apura acesso ilegal de servidores da Receita Federal a dados de Moraes e da esposa, Viviane Barci de Moraes. Ainda, a polícia apura a manipulação de dados pessoais e sensíveis extraídos de bases governamentais e privadas.

As investigações começaram após a PF descobrir uma base de dados não oficial — abastecida com dados acessados ilegalmente em sistemas e bases governamentais, e que tinham informações pessoais de ministros do STF, entre eles, Moraes.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.

Ainda segundo a PF, além das buscas, foram determinadas medidas cautelares. Entre elas, estão:

  • Monitoramento por tornozeleira eletrônica;
  • Afastamento do exercício de função pública;
  • Cancelamento de passaportes; e
  • Proibição de saída do país.