A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos é reprovada por 62% dos brasileiros que souberam da saída do senador do país, segundo pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8). O levantamento aponta ainda que 56% dos brasileiros acreditam que ele deixou o país para fugir da Justiça, enquanto 35% avaliam que tentou evitar uma perseguição política.
A ida de Flávio aos EUA chegou ao conhecimento de 89% dos entrevistados. Foi o maior índice de conhecimento registrado em pesquisas recentes, superando episódios como o escândalo do Banco Master, o caso envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e a reunião de Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022, segundo a Quaest.
Entre os entrevistados que souberam da viagem, 62% consideram que o senador agiu errado ao deixar o Brasil. Outros 29% aprovam a decisão e 9% não souberam ou preferiram não responder.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 30 de outubro e 2 de novembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais.
59% desaprovam a contestação das eleições
A pesquisa também mostrou que 59% desaprovam a contestação do resultado das eleições feita por Flávio. Além disso, 60% consideram que ele agiu mal ao tentar se autoproclamar presidente após a votação. O episódio chegou ao conhecimento de 70% dos entrevistados.
A pesquisa mostra que 61% dos brasileiros consideram que as eleições foram limpas e justas, enquanto 30% acreditam que foram fraudadas e 9% não souberam responder. Em dezembro de 2022, os índices eram de 64%, 29% e 7%, respectivamente.
Veja fotos da chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA
Senador fugiu após perder a eleição no Brasil
Flávio Bolsonaro perdeu as eleições no Brasil para Lula (PT) em 25 de outubro. Ele deixou o Brasil após o ministro Alexandre de Moraes determinar que ele entregasse seus passaportes. O senador descumpriu a ordem, entrou por terra na Argentina e, de lá, embarcou em um avião particular para os Estados Unidos.
Ele é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) em dois casos. Um apura suspeitas de lavagem de dinheiro em negócios relacionados a casas de apostas cujo dono é Willer Tomaz, advogado e amigo do senador. O outro investiga possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Na chegada aos EUA, em 28 de outubro, Flávio divulgou uma carta de teor golpista na qual disse ser o “verdadeiro presidente” do Brasil. Depois, mudou o termo para “líder”, mas manteve o tom.
Na carta, Flávio também agradeceu os governos dos EUA e da Argentina. “Queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher”, diz um trecho.





