Quem é Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e esposa de Jair Bolsonaro

De "recatada e tímida" a voz central na campanha de Bolsonaro; confira a trajetória da primeira-dama

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Jair e Michelle Bolsonaro se conheceram em 2006 (Foto: Agência Brasil)

Michelle Bolsonaro tem 40 anos e nasceu em Ceilândia, no Distrito Federal. Ela e o presidente Jair Bolsonaro (PL) estão juntos desde 2007, porém se casaram em 2013.

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Michelle de Paula Firmo Reinaldo, nome de solteira da esposa de Bolsonaro, concluiu os estudos em escola pública na cidade em que nasceu. Durante a adolescência, chegou a trabalhar como modelo, mas se afastou da profissão por conta da religião. Ela foi também como demonstradora de vinhos e alimentos em um supermercado. 

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Em 2004, aos 22 anos, Michelle foi contratada como secretária na Câmara dos Deputados. Ela também passou pela liderança do PP, até que, dois anos depois, conheceu o então deputado Jair Bolsonaro. Em 2007 foi nomeada secretária parlamentar do gabinete dele. De acordo com o jornal Folha de SP, nove dias após ser contratada, os dois firmaram um pacto antenupcial.

O que se sabe sobre a vinda de Bolsonaro e Michelle a SC

O casamento no civil veio dois meses depois. Ela permaneceu no cargo até 2008, quando o STF proibiu o nepotismo na administração pública e Michelle foi exonerada. Desde então, ela se define como “intérprete de Libras” e se dedica à atividades da igreja evangélica.

Em 2010, ela e Jair tiveram a primeira filha juntos, a Laura, após o presidente rever a vasectomia que havia feito. Michelle, porém, já tinha uma filha de outro relacionamento. A cerimônia evangélica formalizou a união das duas famílias em 2013 na assembleia de Deus Vitória em Cristo, do pastor Silas Malafaia, no Rio de Janeiro e teve cerca de 150 convidados. Atualmente, Michelle Bolsonaro frequenta a Igreja Batista Atitude. 

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Durante a primeira campanha de Bolsonaro para presidente, em 2018, a participação da esposa foi discreta. Na época, ela era descrita como “tímida” e “recatada” por conhecidos, inclusive por Silas Malafaia. A postura contrasta com a atitude que Michelle adotou na campanha, realizando discursos e participando ativamente dos eventos de campanha.

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Durante os anos de governo Bolsonaro, o nome de Michelle esteve envolvido com o processo de investigação do suposto esquema de “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Fabrício Queiroz, ex-policial e ex-assessor de Flávio, fez depósitos à primeira-dama entre os anos 2011 e 2016, que somam R$ 89 mil. O caso foi posteriormente arquivado pelo STF, a pedido do Procuradoria-Geral da República Augusto Aras. 

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