Redução da pena de Jair Bolsonaro: PGR vai contra revisão criminal e complica julgamento do ex-presidente no STF

Procuradoria-Geral da República recebeu dez dias para se manifestar e prazo termina neste sábado (7); revisão criminal será analisada pelo STF

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Procuradoria-Geral da República defenderá manutenção da pena de Jair Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom, Agência Brasil)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve defender a manutenção da sentença imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado. O órgão recebeu um prazo de dez dias para se manifestar. O prazo termina neste sábado (7).

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Atualmente, a condenação de Bolsonaro em regime fechado é de sete anos. Com uma eventual redução, esse período poderia cair para até dois anos e três meses. Nesse cenário, o ex-presidente poderia ser liberado da prisão em regime fechado em 4 de novembro de 2027.

A PGR, contudo, vê os argumentos apresentados pela defesa como frágeis e sem relação com a sentença. A defesa alega que o Supremo Tribunal Federal (STF) adotou medidas diferentes envolvendo o Banco Master, quando foi defendida a necessidade de acesso integral às provas e de prazo hábil para análise de dados.

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O entendimento, segundo O Globo, é que as alegações não são capazes de modificar a avaliação inicial da PGR sobre o julgamento de Bolsonaro.

Veja cronologia que levou à prisão de Jair Bolsonaro

Entenda o que é necessário para redução da pena de Jair Bolsonaro

Na semana passada, o ministro Kassio Nunes Marques, relator dos dois pedidos de revisão criminal de Bolsonaro, deu dez dias para que a PGR se manifestasse. Ele esperou o término do segundo turno para evitar que o caso tivesse repercussões na disputa presidencial.

Depois de receber o parecer da PGR, Nunes Marques deve elaborar seu voto sobre o tema e encaminhar o caso para o revisor, André Mendonça. Só depois o processo pode ser liberado para ser pautado. 

Caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, marcar uma data para que o plenário da Corte discuta o caso. Uma decisão favorável precisaria contar com o aval de seis dos dez ministros.