Reeleito neste domingo (25) em uma virada histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT) chegará ao quarto mandato com o desafio de governar com um Congresso Nacional fortalecido pela direita bolsonarista. Com 99,87% das seções eleitorais apuradas, o presidente recebeu 51,76% dos válidos, contra 48,24% do seu adversário. O resultado foi matematicamente definido pela Justiça Eleitoral.
Na eleição em 4 de outubro, porém, o Brasil assistiu a uma avalanche bolsonarista nos estados, com o PL elegendo 121 deputados federais e 19 senadores. Não obstante, o campo político do bolsonarismo assegurou maioria no Congresso e teve como campeões de votos nomes com pautas da direita conservadora, incluindo as catarinenses Carol de Toni (senadora), Júlia Zanatta (deputada federal) e Ana Campagnolo (deputada estadual).
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Congresso será desafio para o governo Lula
A composição do Legislativo deve exigir articulação política do Palácio do Planalto para formar maiorias em votações importantes. Mudanças na Constituição exigem o apoio de pelo menos 308 deputados federais e 49 senadores, em dois turnos de votação em cada Casa.
Entre os temas para os quais Lula deve buscar apoio está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para passagem gratuita no transporte público. Promessa da reta final de campanha, a isenção só vai avançar se Lula conseguir apoio do Congresso.
A força da oposição pode dificultar a tramitação de propostas prioritárias e ampliar o embate entre o Executivo e o Congresso. Também pode impor pautas defendidas por parlamentares bolsonaristas, como a redução da maioridade penal, a classificação de organizações criminosas como terroristas e mudanças nas regras de composição do Supremo Tribunal Federal (STF).
A abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes também está entre as bandeiras defendidas por representantes desse campo político.
Centrão apoiou Flávio Bolsonaro
O fato de partidos de centro terem apoiado Flávio Bolsonaro no segundo turno, depois do candidato bolsonarista sair do primeiro turno à frente de Lula, também pode dificultar o avanço de propostas da chapa vencedora nas eleições presidenciais.
PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e Novo declararam apoio a Flávio. Juntos, eles somam 245 deputados e 51 senadores. Parte do MDB também apoiou o político bolsonarista, apesar de políticos do Norte e Nordeste ficarem ao lado de Lula.
Veja a composição
- PT: 70 deputados e 9 senadores;
- PSB: 15 deputados e 4 senadores;
- PDT: 6 deputados e 3 senadores;
- PSOL: 14 deputados;
- Rede: 1 deputado e 1 senador;
- PV: 7 deputados; e
- PCdoB: 11 deputados.





