O salário da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos de prisão por invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi bloqueado. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na última terça-feira (10), e atende a uma determinação do Alexandre de Moraes, ministro da Justiça do Supremo Tribunal Federal (STF), do dia 4 de junho. As informações são do g1.
Quando soube que Zambelli havia fugido do país, Moraes ordenou à Câmara que bloqueasse imediatamente os salários e quaisquer outras verbas, inclusive as de gabinete, da deputada.
O salário bruto de um deputado, atualmente, é R$ 46,4 mil. Já fora do Brasil, a parlamentar solicitou uma licença não remunerada de 127 dias para tratar de interesses particulares, que foi autorizada pela Câmara no dia 6 de junho.
Condenação de Carla Zambelli
Pedido de extradição foi formalizado nesta quinta
Nesta quinta-feira (12), o país formalizou o pedido de extradição da deputada. O documento do Itamaraty chegou à Roma na madrugada. O embaixador do Brasil, Renato Mosca, foi pessoalmente entregar a solicitação do Ministério de Relações Exteriores italiano.
Conforme apuração do blog da Andréia Sadi, do g1, a deputada estava apenas aguardando a formalização do pedido de extradição para se entregar às autoridades italianas.
Prisão e perda do mandato
Além do bloqueio dos salários, Motta também encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara a condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP).
A Primeira Turma definiu a sentença final como 10 anos de prisão, multa, perda do mandato e a inelegibilidade de Carla Zambelli — condenada por comandar uma invasão a sistemas do CNJ.
A perda do mandato, no entanto, deve passar por uma análise da Câmara dos Deputados.
*Sob supervisão de Luana Amorim
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