O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a instituição vai analisar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai poder continuar participando de votações de forma remota a partir dos Estados Unidos. O senador e candidato derrotado a presidente saiu do país e foi morar nos EUA dias após perder o 2º turno para o presidente reeleito Lula (PT).
Na terça-feira (3), Flávio pôde votar na sessão que decidiu a aprovação da PEC da Segurança Pública. No entanto, a participação do senador motivou uma questão de ordem apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso. Randolfe questionou o fato de Flávio não ter comunicado formalmente a saída do país e questionou a validade dos votos registrados por ele na terça-feira.
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Em resposta ao questionamento, Alcolumbre sustentou que Flávio Bolsonaro pôde votar porque a sessão em questão foi convocada na modalidade semipresencial, que permite aos senadores registrar presença e participar das votações remotamente, pelo aplicativo do Senado. No entanto, o presidente da Casa admitiu que iria consultar a assessoria para avaliar a situação.
“Nós vamos analisar a solicitação feita por Vossa Excelência. Vou convocar os assessores para ver, do ponto de vista do Senado e do Congresso, qual encaminhamento podemos dar à questão de ordem”, prometeu Alcolumbre.
Até o momento o presidente do Senado não deu novas declarações sobre o caso. Nesta quinta-feira (5), no entanto, a colunista do Globo, Malu Gaspar, divulgou informação de que Alcolumbre não pretende criar empecilhos para Flávio Bolsonaro continuar exercendo o mandato, mesmo morando nos Estados Unidos.
O motivo é o fato de não haver processo de cassação nem decisão judicial que o impeça de exercer o mandato.





