STF dividido: quem está ao lado e quem está contra Moraes em possível investigação sobre relação com Vorcaro

As 52 mensagens de Vorcaro para Moraes, apontadas no relatório da Polícia Federal, são alvo de discussão em sessão do STF nesta terça-feira (15)

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Alexandre de Moraes pode ser alvo de investigação inédita (Foto: Lula Marques, Agência Brasil)

Alexandre de Moraes pode ser alvo de investigação inédita (Foto: Lula Marques, Agência Brasil)

Em uma crise sem precedentes, com o plenário dividido e declarações públicas com “trocas de farpas”, o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza uma sessão nesta terça-feira (15) que pode decidir se uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes será aberta para apurar uma possível relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

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Ao menos seis ministros do STF já possuem uma posição consolidada, contra ou a favor do ministro. De acordo com informações do g1, telefonemas e reuniões foram algumas das formas que os ministros encontraram de tentar sobressair da crise na Corte. No entanto, as 52 mensagens de Vorcaro para Moraes, apontadas no relatório da Polícia Federal que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, ainda dividem os membros do STF.

Ministros citados em mensagens ou com possível relação com Vorcaro

Quem está “contra” Moraes?

Até o momento, os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques já se mostraram favoráveis à abertura de uma investigação inédita contra um ministro da Corte. Para esses ministros, o presidente do Supremo, Edson Fachin, deve propor algum tipo de apuração sobre Moraes. A ministra Cármen Lúcia pode acompanhar o entendimento se isso acontecer.

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Para o grupo, o STF não pode ignorar as mensagens mesmo que tenha havido um problema na condução do relatório da PF sobre a atuação de Moraes. Fachin pode acabar direcionando a discussão tendo o primeiro voto.

Quem está “a favor” de Moraes?

Moraes deve contar com o apoio de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Os ministros podem querer que abertura da investigação não aconteça a partir das chamadas “preliminares”, argumentando que seja necessário julgar conjuntamente sobre a atuação de Mendonça nos inquéritos do Master e do INSS.

Outro argumento também pode ser a falta de tempo para analisar o conteúdo do celular de Vorcaro, além da participação de colegas que teriam sido mencionados nas investigações.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também já argumentou que houve irregularidades na elaboração do relatório apresentado por Mendonça, já que o documento teria sido produzido sem comunicação anterior à Presidência e sem submissão ao plenário da Corte.

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O ministro Dias Toffoli, por outro lado, pode nem participar do julgamento, já que ele se declarou suspeito para atuar no caso Master.

Sessão do STF acontece nesta terça-feira

Os ministros do STF vão decidir se autorizam a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suposta relação com Daniel Vorcaro e fatos investigados no âmbito do Banco Master. A investigação foi pedida pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito do caso Master até semana passada, em ofício enviado ao presidente do STF, Edson Fachin.

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A solicitação foi feita com base em um relatório da Polícia Federal (PF) que identificou oito supostos encontros e 52 mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Em uma delas, enviada dois dias antes da prisão do banqueiro, em novembro de 2025, Vorcaro perguntava se o ministro achava que segunda-feira já teria que “estar fora”, o que indicaria possível troca de informações sobre investigações em andamento.