Tarifaço e punições ao STF: Lula lista temas polêmicos para reunião com Trump

Encontro deve ocorrer neste domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia

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Líderes devem se reunir no domingo (26) (Foto: Redes sociais, Reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se encontrar com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, no próximo domingo (26) em Kuala Lumpur, na Malásia. Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24), Lula falou sobre quais assuntos pretende tratar durante a reunião com o republicano. Com informações do g1.

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Os principais pontos, segundo Lula, serão o comércio e as punições impostas pelos Estados Unidos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, o presidente informou que não tem nenhum assunto vetado que não possa ser tratado no encontro.

“Tenho todo interesse nessa reunião, mostrar que houve equívoco nas taxações, mostrar com números”, disse o presidente.

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O petista ainda diz que acredita que a “relação humana é química” e que fazer de forma digital não tem o mesmo resultado que pessoalmente: “Olho no olho, pegar na mão, abraçar a pessoa”.

Além disso, Lula afirmou que depois da ligação telefônica com Trump os dois estão caminhando para mostrar que “não há divergência que não possa ser resolvida quando duas pessoas sentam na mesa para conversar”.

O presidente ainda afirmou que será uma reunião livre, sem assunto proibido, “convencido que vai ser bom para o Brasil e para os Estados Unidos, vamos voltar à nossa normalidade”, diz Lula.

Veja quem são os ministros que tiveram o visto revogado

Lula na Ásia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom e fez críticas ao protecionismo, a uma nova Guerra Fria e propôs comércio em moeda nacional com a Indonésia, uma alternativa ao dólar americano nesta quinta-feira (23). 

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— Indonésia e Brasil não querem uma segunda Guerra Fria. Nós queremos comércio livre. E, mais ainda, tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de comercialização entre nós dois ser com as nossas moedas. Essa é uma coisa que precisamos mudar. O Século XXI exige que tenhamos a coragem que não tivemos no Século XX. Exige que a gente mude alguma forma de agirmos comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém — disse o petista.

Esta é a terceira viagem do petista à Ásia, e tem como pano de fundo o tarifaço de Trump e uma busca de parceiros comerciais alternativos e de equilíbrio para evitar excesso de dependência comercial, seja dos EUA, seja da China.

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— Nós queremos multilateralismo e não unilateralismo. Nós queremos democracia comercial e não protecionismo. No atual cenário de acirramento do protecionismo, nossos países têm plenas condições de mostrar ao mundo a capacidade de defender interesses econômicos com diálogo e respeito mútuo — afirmou o brasileiro.