Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, se manifestou pela primeira vez após o segundo turno das eleições no Brasil, que resultou na reeleição do presidente Lula (PT). O republicano disse que o pleito pareceu “fraudado”, em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (26).
“Parece ruim para mim. Pareceu outra eleição fraudada, sinceramente. Eu não tomo lados, mas pareceu horrível”, disse Trump, sem apresentar provas da suposta fraude.
Ao ser questionado se pretende fazer algo a respeito do resultado da eleição, o presidente americano disse que governa os Estados Unidos, não o Brasil. Ele também reforçou sua relação com Lula.
“Eu gosto de Lula. Eu me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi estranha”, afirmou, em referência à extensão do horário de votação até 19h.
As disputas mais apertadas no segundo turno para presidente
Flávio Bolsonaro (PL) não reconheceu vitória de Lula
Em um primeiro discurso após o resultado, Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula nas eleições, disse que pedirá anulação do resultado depois a votação foi prorrogada por duas horas. Flávio e o presidente dos EUA Trump, possuem proximidade política, com reuniões na Casa Branca.
“Tem muita coisa para ser esclarecida antes do Brasil reconhecer essa sacanagem. Eu não vou desistir do meu Brasil. Espero que você que me acompanha também não desista”, disse Flávio Bolsonaro.
O candidato do PL também entrou com pedido para prolongar o período de votação até 19h. No documento, ele havia citado chuvas, alagamentos e interdições de vias que teriam dificultado o acesso de eleitores às seções.
No pedido, foram citados 17 municípios em São Paulo, Paraná e Santa Catarina que seriam impactados pela medida. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que a decisão de Zanin não causou problemas na totalização dos votos.
“Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, disse.
Segundo Kassio Nunes, a decisão próxima ao fim do horário de votação gerou dificuldades no processo eleitoral.
“Nunca na história do TSE houve qualquer prorrogação. Não seria possível, em poucas horas, construir um juízo de certeza de que nenhum efeito colateral, especialmente no aspecto tecnológico, advino de uma decisão judicial, viesse a impactar significativamente a apuração”, afirmou.







