Anvisa proíbe venda de insulina produzida sem licença e remédio com vidro dentro

Além de insulina, peptídeos e produtos contra parasitas também foram acionados com iregularidade pela agência sanitária

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Anvisa proíbe venda de insulina e ativo do Mounjaro por empresas sem verificação de qualidade

Medicamentos devem ser retirados de circulação para evitar transtornos (Foto: Banco de Imagem)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta terça-feira (6), diversos medicamentos irregulares à venda no país. Entre eles estão insulina, medicamento contra parasitas intestinais e várias biomoléculas de proteína e colágeno. A Anvisa investigou empresas sem autorização de comércio e com a licença sanitária revogada.

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A reguladora também informou o recolhimento de medicamento distribuído com vidro dentro da embalagem. Na regulação, é suspensa a venda, distribuição e o uso de todos os produtos listados abaixo.

O NSC Total tentou contato com as empresas mencionadas, mas não obteve respostas até o momento de publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

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Insulina sem autorização de comércio

A Anvisa requisitou que a empresa Costa Mar Comércio Licitatório Ltda., retire de distribuição todos os lotes da insulina glargina 3 mL/100 UI.

A justificativa apresentada pela agência foi a falta da Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), que libera a atividade de fabricação e distribuição de medicamentos, em desacordo com a legislação.

Além de não apresentar permissão, a empresa também não foi aprovada na Inspeção da Vigilância Sanitária Municipal de Petrópolis (RJ), realizada em setembro de 2026. Segundo a responsável, a Costa Mar não funciona no endereço cadastrado e não possui licença sanitária identificada naquele local.

Venda sem receita e manipulação

O documento da Agência reguladora inclui o medicamento Vermefree, voltado para a limpeza intestinal e desparasitação natural, vendido pela Sintonia Pharma Farmácia com Manipulação Ltda..

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A proibição foi necessária após a identificação de irregularidades na produção do remédio. A anvisa informa que o produto não era manipulado adequada e individualmente, sendo vendida a mesma fórmula para diversas pessoas.

A venda também ocorria ilegalmente, pelo site ou redes sociais, sem a necessidade de prescrição médica.

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Proteínas e colágeno

Já o site PeptídeosPro entrou na lista da Anvisa pela venda de diversos produtos sem cadastro na agência sanitária.

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De acordo com o site os produtos distribuidos são peptídeos destinados exclusivamente para fins de pesquisa científica e uso laboratorial, não sendo aprovados para consumo humano, veterinário ou diagnóstico.

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Peptídios são moléculas que ajudam na construção de proteínas essenciais como o colágeno e atuam como sinalizadores celulares no corpo. Um dos exemplo de peptídio é o tirzepatida, uma das principais substâncias presentes na composição do Mounjaro, para tratamentos de diabetes e perda de peso.

Os produtos selecionados pela Anvisa são:

Esterilização dos produtos

Foi também determinado desvio de qualidade pela perda de esterilidade do lote 0000207107 do antibiótico Lizbi (Linezolida) 2 mg/ml, fabricado pela empresa Halex Istar Indústria Farmacêutica SA.

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A falta de vedação adequada do medicamento invibializa o tratamento de infecções graves, para o qual é indicado o remédio.

Medicamento à venda com vidro

Junto das proibições, a reguladora anunciou o recolhimento voluntário de lote do medicamento Imaavy (nipocalimabe) 300 mg

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Segundo a empresa Janssen – Cilag Farmacêutica Ltda., o lote JNYJ1201, pode ter sido embalado e distribuido com partículas de vidro no interior dos frascos, representando risco aos consumidores.

*Sob Supervisão de Nicoly Souza