Especialistas afirmam: não existe “nó muscular”, conceito ficou nos anos 1980

Descubra por que o "nó muscular" é um mito e como a ciência moderna trata os pontos de tensão

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Se você está sob pressão constante, seu sistema nervoso pode manter seus músculos em estado de alerta máximo (Foto: Banco de imagens)

Se você está sob pressão constante, seu sistema nervoso pode manter seus músculos em estado de alerta máximo (Foto: Banco de imagens)

Já sentiu uma bolinha endurecida após o treino? Diferente do que muitos pensam, isso não é um nó muscular.

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O conceito antigo, na verdade, se relaciona com inflamações nos pontos-gatilho miofasciais do corpo humano e só irão embora com um tratamento intenso. Confira o passo a passo abaixo.

O mito do músculo que se enrola sozinho

Muitos pacientes chegam ao consultório dizendo que estão com um nozinho, mas essa visão é considerada bastante antiquada. 

O especialista Hildebrando Vanoni destaca em seu Instagram profissional que o termo cultural apenas atrapalha a compreensão real da fisiologia humana durante o tratamento. 

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Ele reforça que a origem da tensão está no cérebro, funcionando como um mecanismo de sobrevivência.

Quando o cérebro identifica estresse, sobrecarga ou dor persistente, ele reage aumentando a tensão na região afetada imediatamente. 

Dessa maneira, a área fica visivelmente mais rígida, mas nunca realmente embolada como um barbante ou corda. 

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Essa rigidez serve para evitar que você continue forçando um músculo que já está no seu limite.

Além disso, o estado emocional influencia diretamente como o cérebro gerencia essas respostas de proteção muscular. 

Se você está sob pressão constante, seu sistema nervoso pode manter seus músculos em estado de alerta máximo. 

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Portanto, tratar o “nó” exige olhar para o corpo como um sistema integrado e inteligente que busca segurança.

Como eliminar essa dor então?

O segredo para eliminar essa dor está na modulação do sistema nervoso. Ao aplicar pressão em um ponto dolorido, o profissional não está executando apenas um movimento mecânico repetitivo. 

Na verdade, ele está enviando novas informações sensoriais para o cérebro do paciente para mudar sua percepção.

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Essa pressão estratégica na região compete com o sinal doloroso, reduzindo a sensibilidade de forma muito rápida e eficiente. 

Logo depois, o paciente experimenta uma sensação de soltura, como se o músculo estivesse finalmente respirando de novo. 

Esse efeito é o que chamamos de liberação, um processo que envolve tanto o corpo quanto a mente.

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Oferecer uma explicação correta sobre como a descompressão acontece é vital para o sucesso de qualquer terapia física. 

Quando o paciente recebe informações precisas, ele deixa de ser um agente passivo e passa a ter autonomia. Com clareza sobre o processo de liberação, fica muito mais fácil manter o corpo saudável e livre de tensões.

Entenda em detalhes

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