Bolo envenenado: inquéritos contra suspeita chegam à Justiça nesta semana

Conclusão das investigações deve ocorrer na próxima quinta-feira (20), informou o delegado Fernando Sodré

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Inquérito contra suspeita de envenenar bolo é concluído nesta semana; entenda o que acontece 

Deise é suspeita de matar quatro pessoas envenenadas no Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução)

Os dois inquéritos contra Deise Moura dos Anjos, suspeita de envenenar bolo com arsênio e matar quatro pessoas no Rio Grande do Sul, devem ser concluídos nesta quinta-feira (20), informou o delegado Fernando Sodré, chefe de Polícia. Com a morte da suspeita, o Código Penal prevê a extinção da punibilidade, assim, não haverá indiciamento nem responsabilização pelo crime. As informações são da GZH. 

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Deise foi encontrada morta na prisão na última quinta-feira (13), na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O corpo, de acordo com a polícia, tinha sinais de enforcamento. 

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Um dos inquéritos trata da morte de três mulheres que morreram após comer o bolo envenenado com arsênio em dezembro do último ano. A outra investigação trata sobre a morte do sogro de Deise, que também ingeriu arsênio, em setembro. 

Se estivesse viva, ela seria indiciada por quatro homicídios triplamente qualificados e duas tentativas de homicídio com as mesmas qualificadoras, em dois casos, de acordo com o chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Fernando Sodré.

Veja fotos do caso

Como fica a investigação

De acordo com o delegado Fernando Sodré, com o falecimento de Deise, a corporação encaminhará o resultado final das investigações ao Ministério Público, pois houve extinção da punibilidade devido à morte da “agente”. Segundo ele, não há outros suspeitos.

— Nós temos que encerrar o inquérito para excluir qualquer outra possibilidade que envolva o fato, não só ela, como outras pessoas que possam ter participado […]. Tudo isso termina no dia 20 de fevereiro. Vão ser emitidos dois inquéritos para a Justiça: o inquérito da morte do sogro de setembro de 2024 e a morte das pessoas do envenenamento do bolo — disse Sodré, ao Metrópoles.

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O delegado Marcos Vinicíus Veloso, responsável pelo caso, explica que os inquéritos policiais sobre os dois casos já estavam em fase de término.

— Estávamos em fase de término, elaborando o relatório final deste inquérito. É um inquérito robusto, com mais de mil páginas de provas contundentes da participação da mulher, que foi encontrada morta hoje, no cometimento de quatro homicídios e quatro tentativas de homicídio — explicou.

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Relembre o caso

Maida Berenice Flores da Silva, de 58 anos, Tatiana Denize Silva dos Santos, de 43, e Neuza Denize da Silva dos Anjos, 65, morreram após ingerirem um bolo durante uma reunião familiar no dia 23 de dezembro. A suspeita é de que o arsênio comprado e usado por Deise tenha sido misturado à farinha.

A mulher também é suspeita pelo homicídio do sogro, Paulo Luiz dos Anjos, que morreu em setembro de 2024. O corpo dele foi exumado e, na análise, também foi encontrado arsênio. Deise tinha problemas com a sogra e chegou a ameaçar Zeli.

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— Ela estava no dia 2 de setembro, quando ela fez o café com leite em pó e tudo mais, junto com seu marido, e também estava no local em que Zeli fez o bolo em Arroio do Sal. Ela também consumiu e foi para o hospital — diz o delegado responsável pelo caso, Marcos Veloso.

O que diz a defesa

Em entrevista coletiva à imprensa, os advogados de Deise disseram que houve falta de acompanhamento psicológico e criticaram as condições da Penitenciária Feminina de Guaíba. Em nota, a Polícia Penal disse que “a detenta recebeu três atendimentos psicológicos e dois atendimentos com a equipe de saúde” e que “em nenhum deles demonstrou intenção suicida”.

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