Delegado revela próximos passos na investigação da morte dos jovens de MG em SC

Corpos dos jovens foram encontrados em estado de decomposição e sinais de violência em uma área de mata em Biguaçu, na Grande Florianópolis

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Câmera de videomonitoramento mostra jovens em frente a um prédio onde dois deles moravam, em São José (Foto: Reprodução)

Câmera de videomonitoramento mostrou jovens em frente a um prédio onde moravam, em São José (Foto: Reprodução)

A investigação sobre a morte de quatro jovens encontrados em uma área de mata em Biguaçu, na Grande Florianópolis, no último final de semana, depois de seis dias desaparecidos, continua em andamento. À NSC TV, o delegado Pedro Mendes explicou quais são os próximos passos que podem levar à polícia a identificar a motivação e a dinâmica do crime. Segundo o delegado regional da Grande Florianópolis, nenhuma hipótese está descartada.

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Os corpos de Bruno Máximo da Silva, Daniel Luiz da Silveira, Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira foram encontrados com sinais de violência e abandonados no bairro Fundos, às margens de uma estrada em Biguaçu. De acordo com o delegado, há sinais que podem indicar a prática de tortura.

O delegado também afirma que, até o momento, a única confirmação é a da identificação dos corpos. Daniel e Bruno foram sepultados em Guaxupé, Minas Gerais, de onde eram naturais, nesta segunda-feira (5). Guilherme e Pedro Henrique devem ter os corpos transladados para Guaranésia, também em Minas Gerais, para que o velório aconteça na terça-feira (6).

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Possível motivação do crime

Segundo o delegado, nenhuma hipótese do que aconteceu está descartada até o momento. Agora, os familiares das vítimas estão sendo ouvidas para que a Polícia Civil possa entender quem eram os jovens e o que eles faziam em Santa Catarina

— Pode ser, sim, briga de facção criminosa, pode ter sido alguma discussão que antecedeu os fatos, pode ter sido algum tipo de crime patrimonial. Nós trabalhamos com todas as hipóteses — afirma.

Outro passo seguinte na investigação é a visualização de câmeras de segurança que possam mostrar o passo a passo dos jovens antes do crime. Até o momento, não há confirmação sobre possíveis passagens policiais das vítimas em Minas Gerais. Este também é um ponto que está sendo analisado pela polícia de Santa Catarina.

— Estamos trocando informações com a Polícia de Minas Gerais quais são essas passagens policiais, quais os tipos de crime e, também, para falar com a inteligência de Minas Gerais — diz.

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Familiares negam envolvimento com crimes

Familiares dos jovens negaram que eles tinham qualquer envolvimento com crimes, e apontam “covardia” na morte das vítimas. André Luiz da Silveira, pai de Daniel, pede que a justiça seja feita.

— Que eles achem esses culpados, por favor, para acabar com essa dor e esse sofrimento do coração da gente. É isso que eu espero — diz.

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Rosa Maria Máximo, mãe de Bruno, também afirma que o filho não era envolvido com crimes e que era trabalhador.

— Confundiram eles. Eles acharam que meu filho era bandido, mas não era. Meu filho era trabalhador. Agora enterrei meu filho. Eu quero justiça — afirma.

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Outra familiar, que prefere não ser identificada, destaca que uma das vítimas veio para Santa Catarina para trabalhar e que sempre conversava com a família.

— Sempre foi educado. Não tem passagem pela polícia, não tem envolvimento com droga, com crime — diz.

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Quem eram os jovens

Relembre o caso

Bruno Máximo da Silva, Daniel Luiz da Silveira, Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira estavam desaparecidos desde a madrugada do dia 28 de dezembro em São José, na Grande Florianópolis.

O boletim de ocorrência foi registrado por um vizinho de dois jovens. O último contato foi feito por volta da meia-noite de domingo, quando Pedro falou com o homem por um aplicativo de mensagem, o convidando para ir a um bar no Centro de Florianópolis. Ainda naquela madrugada, segundo o documento, o jovem também teria feito contato com uma mulher através de uma rede social, por volta das 3h.

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No sábado (3), os corpos foram encontrados abandonados às margens de uma estrada de Biguaçu com sinais de violência e em estado de decomposição.

A Polícia Civil informou que investiga o caso e que fez todos os procedimentos periciais e levantamentos necessários para “subsidiar as diligências investigativas”. Neste domingo (4), a Polícia Científica confirmou que os corpos encontrados eram dos jovens desaparecidos.