Imóveis, praias e ruas de Barra Velha, no Litoral Norte catarinense, foram atingidos por uma erosão costeira causada por ressacas marítimas durante a semana e entre este sábado (4) e domingo (5). A situação levou a prefeitura da cidade a decretar estado de emergência.
Conforme o município, os efeitos da ressaca resultaram em danos à infraestrutura costeira, erosão de orlas e riscos a edificações próximas ao mar, além de bloqueios frequentes dos acessos viários. Os pontos mais críticos são a Praia da Península e a Praia das Pedras Brancas e Negras, que apresentam risco muito alto.
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Estado de emergência
Por meio do decreto nº 2.262/2025, a prefeitura busca a mobilização de recursos e ações emergenciais para contenção dos prejuízos e assistência à população afetada. A administração ainda articula a obtenção de apoio e suporte técnico com instâncias estaduais e federais para, incluindo a homologação do estado de emergência por parte do Estado.
O estado de emergência terá vigência por 180 dias. Segundo a prefeitura, durante esse período devem ser adotadas políticas especiais para proteção de vias públicas, imóveis e da integridade dos moradores.
O decreto estabelece que medidas de intervenção emergencial devem ser adotadas com prioridade, especialmente nas áreas mais vulneráveis à ação marítima. Entre as medidas previstas estão: contratação de obras emergenciais de contenção costeira; realização de reparos em estruturas danificadas; emprego de recursos para reestruturação de orlas e áreas atingidas.
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Molhes em Barra Velha
O município protocolou, junto ao Instituto de Meio Ambiente do Estado (IMA), um projeto de instalação de molhes para minimizar processos erosivos nas praias do Grant e das Pedras Brancas e Negras.
Os projetos foram contratados há cerca de um ano e seguiram todos os trâmites do estudo, segundo a prefeitura, que incluem o estudo das correntes e marés pelo período de 12 meses. Atualmente, o processo está na fase de análise do licenciamento ambiental, que costuma levar entre 12 e 24 meses para ser concluída.
Erosão costeira em outros três municípios
Outras três cidades do Litoral Norte estão em situação de emergência por causa de impactos provocados pela erosão costeira. A primeira da lista a publicar decreto foi São Francisco do Sul, ainda em junho, com validade da medida por 180 dias.
Em agosto, foi a vez de Balneário Barra do Sul e Itapoá, publicarem os decretos, também com duração de seis meses.
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