Um grupo que lucrou cerca de R$ 6 milhões com um golpe foi alvo de 21 mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (24) em Santa Catarina e outros dois estados do Brasil. “Golpe do BNDES” era aplicado contra empresas de todo o país.
Segundo a Polícia Civil catarinense, os mandados estão sendo cumpridos em 11 cidades, sendo elas Florianópolis, Biguaçu, Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Blumenau, Joinville, Criciúma e Pinhalzinho, assim como em São Paulo (SP) e Curitiba (PR).
Como funcionava o golpe do BNDES
De acordo com as investigações da Delegacia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), os suspeitos se passavam por agenciadores do BNDES, prometendo a liberação de valores para investimentos em pequenas e médias empresas.
O grupo utilizava a empresa NSE Consultoria para se apresentar às vítimas. Depois, montavam um plano de reestruturação financeira dessas companhias, prometendo a liberação de fundos do BNDES para a expansão das empresas vítimas.
Os investigados receberam mais de R$ 6 milhões de diversas vítimas de Santa Catarina e outros Estados.
Agora, os suspeitos devem responder pelos crimes de estelionato e associação criminosa.
Em nota, o BNDES afirmou que é reconhecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) como uma das instituições mais transparentes da República e possui sólidos mecanismos de governança e de combate a fraudes. Prova disso é que apesar de, em 2024, os crimes contra o sistema financeiro terem sido da ordem de R$ 10,1 bilhões, até hoje, nenhuma tentativa de fraude contra o BNDES foi bem-sucedida.
Como forma de contribuir com o tema, o BNDES está estruturando, em pareceria com a FEBRABAN e com a Polícia Federal, um grupo de trabalho para avançar na construção de soluções para o enfrentamento dos crimes contra o sistema financeiro. Além disso, na atual gestão, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, passou a integrar o Comitê de Riscos do BNDES para ajudar em análises e na proposição de políticas públicas de enfrentamento a golpes e crimes financeiros.
Sobre a operação deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina, nesta quinta-feira (24), na qual um suspeito se passava por agenciador do BNDES para aplicar golpes contra empresários, informamos que o BNDES não participou da operação. De toda forma, o BNDES apoia as investigações e está à inteira disposição das autoridades para prestação de todos os esclarecimentos que forem necessários e para colaborar com as investigações.
Por fim, o BNDES informa que não atua via agenciadores, mas sim por meio de mais de 60 instituições financeiras parceiras. Informações sobre a rede credenciada e o acesso a linhas de crédito oferecidas pelo BNDES podem ser encontradas pelo site da instituição.
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