A Polícia Civil de São Paulo passou a investigar a mãe de Lucas da Silva Santos, que morreu após comer um bolinho de mandioca envenenado com chumbinho em São Bernardo do Campo, cidade do ABC Paulista. O padrasto do jovem de 19 anos está preso desde o último dia 16 de julho e vai responder por homicídio consumado. Com informações da CNN.
Segundo a PCSP, a mãe é suspeita de comprar o veneno a pedido do padrasto, Ademilson Ferreira dos Santos, apontado como o principal suspeito. Segundo ele, o chumbinho foi comprado em uma loja de Diadema, cidade próxima a São Bernardo, onde a família morava.
Em nota, a Secretária de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o homem responsável por vender o veneno para a mãe da vítima foi preso em flagrante no dia 17 de julho. Ele confessou vender a substância sem autorização dos órgãos competentes.
O vendedor foi encaminhado para audiência de custódia e liberado no dia seguinte. O inquérito do caso está em fase final e aguarda a conclusão do laudo pericial para os esclarecimentos dos fatos.
A participação da mãe é investigada pelo 8º Distrito Policial do município.
Padrasto distribuiu bolinhos aos familiares
De acordo com a mãe de Lucas, o padrasto do jovem, Ademilson Ferreira dos Santos, distribuiu os bolinhos aos familiares após ela ter recebido o alimento em casa no dia 11 de julho. Segundo o depoimento, Ademilson comeu um pedaço, depois deu um bolinho para ela, deixou um bolinho em um banco para outro familiar e deu o de Lucas no quarto do jovem.
Depois do jantar, Lucas passou mal e acabou desmaiando. Ademilson teria tentado colocar a culpa na própria irmã. A afirmação foi dita em entrevista à TV Globo, quando o homem também lamentou o fato de Lucas ter ido para o hospital.
A tia de Lucas, no entanto, negou que tenha colocado qualquer substância na comida, mas disse que estava afastada da família, mesmo não tendo desavenças graves. Ela prestou depoimento duas vezes.
Quando foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Lucas estava com um quadro de intoxicação compatível com envenenamento, segundo o médico que o atendeu. A equipe acionou a Guarda Municipal e a Polícia Civil iniciou uma investigação.
O jovem precisou ser transferido para o Hospital de Urgência, onde tinha suporte ventilatório e vigilância neurológica, até falecer no dia 20 de julho.
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