Namorado é preso preventivamente após confessar assassinato de estudante de 19 anos em SC

Segundo o delegado, jovem foi morta com golpe de mata-leão após discussão; suspeito confessou o crime e não tinha antecedentes

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Joviana tinha 19 anos, e, recentemente, havia começado a cursar Ciências Biológicas na Unesc, em Criciúma (Foto: Redes sociais, Reprodução)

A Justiça decretou a prisão preventiva do namorado da estudante Joviana Evelyn Jankowski, de 19 anos, investigado pela morte da jovem em Sangão, no Sul de Santa Catarina. A decisão foi tomada nesta terça-feira (11), após audiência de custódia. O suspeito havia sido preso em flagrante depois de confessar o crime à Polícia Civil. 

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Segundo o delegado Murilo Silveiro da Cunha, responsável pela investigação, Joviana foi morta na madrugada de sexta-feira (7), após uma discussão com o namorado. 

Conforme o relato apresentado pelo investigado, o desentendimento teria começado depois que a jovem encontrou mensagens trocadas por ele com outras mulheres, principalmente durante um período em que os dois estavam separados.

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Ainda de acordo com o delegado, durante a discussão, Joviana teria tentado deixar a residência onde o casal estava. O namorado a teria seguido e aplicado um golpe conhecido como mata-leão. A jovem morreu e, segundo o relato do investigado, ele colocou o corpo sobre a cama e permaneceu na residência.

A versão apresentada à polícia ainda será confrontada com as provas da investigação e os exames periciais.

Corpo permaneceu em quarto

Após a morte, o investigado teria mantido o corpo de Joviana dentro do quarto e trancado a porta. Segundo o delegado, o homem relatou ter consumido medicamentos controlados durante a sexta-feira e, nos dias seguintes, ingerido bebida alcoólica. Ele afirmou não saber precisar o que aconteceu durante esse período.

Conforme Murilo da Cunha, o investigado só comunicou familiares sobre o ocorrido na manhã de segunda-feira (10).

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O delegado também afirmou que, segundo relatos do próprio investigado, era comum que ele levasse Joviana e outras pessoas para o quarto, mantendo o cômodo isolado dos demais moradores da casa. Por isso, o corpo permaneceu no local sem que familiares percebessem imediatamente o que havia acontecido.

Família desconfiou das mensagens

A mãe de Joviana procurou a polícia depois que a filha não voltou para casa e deixou de responder às mensagens. Segundo o delegado, a família passou a desconfiar da situação quando, no sábado (8), começaram a chegar mensagens pelo celular da jovem que não correspondiam à forma habitual de comunicação entre mãe e filha.

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A suspeita era de que outra pessoa estivesse utilizando o telefone de Joviana.

A Polícia Militar foi acionada e foi até a residência, onde encontrou o corpo da jovem. Na mesma tarde, a Polícia Civil localizou o namorado, que se apresentou na delegacia e confessou o crime.

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Após a confissão e a coleta dos primeiros elementos da investigação, foi lavrado o auto de prisão em flagrante. O procedimento foi encaminhado à Justiça e o investigado foi levado ao sistema prisional de Tubarão.

Suspeito não tinha antecedentes

Apesar da gravidade do crime, o delegado afirmou que o namoradonão possuía antecedentes criminais nem registros anteriores de violência doméstica. Familiares, entretanto, relataram à polícia que o relacionamento entre os dois era conhecido por ser conturbado.

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O caso é investigado como feminicídio. O processo tramita em segredo de Justiça.

Nesta terça-feira, o delegado também relacionou o caso ao Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. Ele lembrou ainda que 2026 marca os 20 anos da criação da Lei Maria da Penha.

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Joviana era estudante ingressante do curso de Ciências Biológicas da Unesc. A universidade e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) lamentaram a morte da jovem e realizaram, na segunda-feira (10), um ato em memória dela e contra a violência contra as mulheres.