Sem imagens do caso, polícia busca quem matou empresário encontrado morto em buraco em SP

Um dos investigados chegou a ser detido por posse ilegal de munições, mas foi solto após pagar fiança

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empresário morto buraco Interlagos

Empresário foi encontrado morto em buraco há dois meses (Foto: Reprodução)

Cinco pessoas, sendo três vigilantes, um chefe e o coordenador da segurança de um evento de motociclismo, são investigados por suspeita de envolvimento do assassinato de Adalberto Amarilio Júnior, empresário encontrado morto dentro de um buraco no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. As informações são do g1.

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Até o momento, dois meses depois do ocorrido, ninguém foi responsabilizado ou preso pela morte de Adalberto. Ainda não há vídeos do homicídio e nenhum dos investigados ou testemunhas deu pistas de quem matou a vítima.

A hipótese levantada pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHHP) é que o menos dois seguranças tenham participado diretamente do assassinato do empresário, enquanto outros funcionários da segurança deram apoio e ajudaram a se livrar do corpo.

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O laudo pericial da Polícia Técnico-Científica concluiu que Adalberto teve uma morte violenta por asfixia. Porém, ainda não se sabe se a asfixia ocorreu por esganadura, já que foram encontradas escoriações no pescoço dele, ou compressão torácica, considerando que alguém pode ter comprimido o pulmão da vítima com o joelho.

O empresário desapareceu no dia 30 de maio após ir ao evento de motociclismo no Autódromo de Interlagos. O corpo dele foi encontrado em 3 de junho dentro de um buraco de uma obra no local, sem tênis e sem calça. A investigação acredita que ele foi colocado lá por quem o matou.

Um dos laudos não apontou a presença de droga ou álcool no organismo de Adalberto. Porém, um amigo do empresário, que se encontrou com ele no dia do evento, revelou à polícia que os dois consumiram maconha e cerveja.

A principal hipótese é de que o empresário se envolveu numa briga com seguranças quando atravessava uma área restrita do autódromo. Câmeras registraram ele caminhando pelo estacionamento, porém sem mostrar nenhuma briga.

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O Departamento de Homicídios aguarda os resultados de outros laudos periciais da Polícia Científica para concluir o inquérito e tentar apontar quem realmente matou Adalberto.

Investigados apagaram dados dos celulares

Quatro dos cinco seguranças investigados já compareceram à delegacia, e ficaram em silêncio durante os seus depoimentos. Todos entregaram os celulares que disseram ter usado no dia em que Adalberto desapareceu no autódromo.

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Porém, a perícia informou que alguns aparelhos tiveram seus dados apagados.

— E também alguns celulares que foram apagados. Eles [seguranças] entregaram. Óbvio, a gente assina termo, tal. Então, nos restou pedir ordem judicial para analisar outras coisas — disse a delegada Ivalda Aleixo.

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Ela explica que achar informações em nuvem de dados é um processo mais demorado.

Um dos investigados chegou a ser detido em flagrante pela polícia, mas por posse ilegal de 21 munições de revólver calibre 38. Ele foi liberado após ser autuado por esse crime e pagar fiança para responder em liberdade. O material foi apreendido. Praticante de jiut-jitsu, ele tinha antecedentes criminais por furto, associação criminosa e ameaça.

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Um outro funcionário da segurança que ainda não foi ouvido pela investigação seria convocado pelo DHPP. Ele também terá de entregar o seu celular para a polícia.

Os telefones serão analisados em busca de informações que apontem onde os investigados estavam no momento em que Adalberto sumiu e mensagens que trocaram naquela ocasião.

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda não há previsão de quando os laudos deverão ficar prontos.

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