A poucos dias da morte do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Júnior, de 36 anos, completar dois meses, a polícia avança nas investigações para descobrir quem matou o homem e com qual motivação. Ele foi encontrado, já sem vida, dentro de um buraco no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Na última semana, um suspeito chegou a ser preso, mas foi liberado após pagar fiança.

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O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de São Paulo trabalha com diversas pistas encontradas durante este mais de um mês de investigação. Porém, como o local onde Adalberto foi encontrado não tinha câmeras de segurança, as novas descobertas foram feitas com base em depoimentos de funcionários do autódromo.

Uma das novidades foi o fato de dois nomes terem sido “apagados” da lista com nomes dos seguranças que trabalhavam no local na noite do crime, em 30 de maio. Os nomes são de pessoas que atuavam no comando da segurança do festival e foram apagados pela empresa responsável.

De acordo com a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, os dois “eram coordenadores daquele turno”.

— Os dois tinham poder de decisões. […] É como se fosse um intermediário entre a empresa contratante do evento e a empresa de segurança — disse.

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Na sexta-feira (18), computadores e celulares foram apreendidos com o cumprimento de cinco mandados. No entanto, os celulares estavam completamente apagados, o que, para a polícia, pode indicar que alguém tentou ocultar possíveis provas do crime.

Suspeito preso

Agora, a polícia trabalha com o nome de cinco suspeitos — dois tiveram os nomes ocultados. Quatro foram alvo de busca e apreensão, enquanto outro não foi localizado durante a operação.

Entre os suspeitos, um homem lutador de jiu-jitsu foi preso, após encontrarem munições na casa dele. Ele tem passagens pela polícia por associação criminosa, ameaça e lesão corporal, além de furto. O homem, que atuava como segurança, “não voltou para trabalhar no dia seguinte”, segundo a polícia.

Entretanto, o secretário-executivo de Segurança Pública, Nico Gonçalves, disse que ainda não afirma que o homem é o principal suspeito do crime. Ele foi liberado após pagar fiança.

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O lutador foi o único suspeito preso, com apenas medidas de busca sendo feitas. Os outros suspeitos também não prestaram depoimentos ainda, por orientação dos advogados.

Veja as fotos do empresário

Relembre o crime

Adalberto se comunicou pela última vez com a esposa às 19h30min no dia 30 de maio. Às 21h15min, no entanto, ele foi visto por um amigo do empresário, que estava com ele no evento, antes de Adalberto ir até o estacionamento para buscar o carro. Depois disso, Adalberto só foi encontrado no dia 3 de junho, dentro de um buraco de obra.

O buraco tem aproximadamente 2 a 3 metros de profundidade, com 40 centímetros de diâmetro. O empresário usava um capacete, sem a câmera GoPro acoplada, carteira e celular.

O laudo pericial revelou que Adalberto teve uma morte violenta por asfixia, sem lesões traumáticas e nem indícios de violência sexual. Os joelhos do empresários estavam feridos, o que, para a polícia, pode indicar que a vítima pode ter sido obrigada a se ajoelhar ou foi arrastada.

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Uma das linhas de investigação é a de que Adalberto teria deixado o carro em uma área proibida do local, que passava por obras. Alguém pode ter ido chamar a atenção do empresário e os dois podem ter se desentendido.

*Com informações do g1 e da CNN

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