Maternidade: conheça 6 tipos de parto e suas características

Entenda as diferenças entre cada um deles e saiba como escolher

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Entender mais sobre o parto dá mais segurança à mulher (Foto: Shutterstock)

O tipo de parto é uma entre as muitas dúvidas que cercam as mães durante a gestação. Por isso, entender como acontece cada um deles dá à mulher mais autonomia e segurança em um momento tão importante da vida.

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1. Parto cesárea ou cesariano

É um parto cirúrgico, que deve ser utilizado se houver necessidade, como: pouca dilatação pélvica, o bebê ser desproporcional em relação ao tamanho da pelve, gestante diabética, infecção herpética ativa, o bebê estar em posição invertida e se o trabalho de parto não estiver ocorrendo normalmente.

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Caso o médico opte pela cesárea, a gestante recebe anestesia peridural. É colocado à sua frente, na altura do seu tórax, uma tela para assegurar uma melhor assepsia, e a mamãe não acompanha os cortes.

São sete camadas até chegar ao útero, com uma incisão que é feita acima dos pelos púbicos. Quando o médico alcança o bebê, o retira com o máximo de cuidado, a equipe remove a placenta e irá examiná-la. Enquanto isso, o médico fecha o corte com pontos.

A recuperação no parto cesárea é sempre mais lenta e dolorida. Além disso, são necessários mais cuidados, devido ao risco de infecção.

2. Parto de cócoras

É um parto natural, realizado na posição de cócoras ao invés da posição ginecológica. Auxiliada pela gravidade, ele se torna mais rápido. Não ocorre compressão de importantes vasos sanguíneos, que ocorre com a gestante na posição deitada de costas.

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Esse tipo de parto só é indicado para mulheres que tiveram gravidez saudável e sem problemas de pressão, e se o feto estiver na posição cefálica (com a cabeça para baixo).

O parto de cócoras tem a participação do companheiro, não necessita do alívio da dor, os movimentos são livres e a recuperação é rápida.

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3. Parto fórceps

É o parto via vaginal (parto normal), usado em caso de emergência ou sofrimento fetal. Nele, o obstetra utiliza um instrumento parecido com uma colher, que é encaixado do lado da cabeça do bebê para ajudá-lo a sair do canal de parto. É usado quando o parto está finalizando, para ajudar o bebê.

4. Parto humanizado

É um parto que respeita a fisiologia do parto e a mulher. Usado nos nascimentos de baixo risco, algumas mulheres se sentem mais seguras com as parteiras do que com os próprios médicos. Estar no ambiente familiar tranquiliza mais a parturiente, fazendo com que fique emocionalmente mais estável.

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O parto humanitário visa, após o nascimento, a presença do bebê junto à mãe, melhorar a qualidade da amamentação, podendo ser mais prolongada e beneficiar um maior vínculo afetivo. O parto humanizado observa as necessidades da mulher e possibilita a ela o controle da situação na hora do nascimento.

5. Parto na água

O parto na água é realizado com a mulher em uma banheira com água em 37ºC, cobrindo toda a barriga da gestante. Essa temperatura vai deixá-la relaxada e aliviar as contrações e diminuir a pressão arterial. Além disso, o bebê poderá sair em um meio líquido e quente, no qual já estava acostumado. Esse tipo de parto não é recomendado para partos prematuros, sofrimento fetal, quando existe mecônio, diabetes, HIV, hepatite-B, herpes genital ativo e bebês grandes com mais de 4 kg.

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6. Parto natural

É um parto em que o médico apenas acompanha o nascimento do bebê, respeitando o ritmo e o tempo da criança e da mulher. Neste tipo de parto, a futura mãe poderá aprender, por meio de um curso de gestante, técnicas de respiração que vão ajudá-la a se sentir segura e relaxada.

Parto normal ou vaginal é o mais parecido com os naturais. O corpo da mulher é preparado para isso, assim, existe menos chance de ter infecções e hematomas. A mulher geralmente pensa que no parto normal vai sentir fortes dores, mas hoje em dia existem técnicas que aliviam isso.

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Ao chegar ao hospital, ela passará por procedimentos de rotina, em que é verificada a temperatura, a frequência cardíaca e a pressão arterial, além de ser feita a raspagem dos pelos pubianos.

*Por Dra. Érika Rosim Campos

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Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (2006) e titulação em Medicina de Família e Comunidade pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (2015).

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