Anvisa aprova primeiro autoteste para Covid-19 no Brasil

O produto poderá ser comercializado em farmácias e também pela internet

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Venda de autotestes no Brasil está autorizada desde 28 de janeiro (Foto: Freepik)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro autoteste para Covid-19 nesta quinta-feira (17). O produto registrado é o Novel Coronavírus (Covid-19) Autoteste Antígeno, da empresa CPMH Comércio e Indústria de Produtos Médicos Hospitalares e Odontológicos.

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O órgão regulador autorizou a venda de autotestes no Brasil em 28 de janeiro. Cada empresa precisa solicitar o registro para comercializar o produto. Foram apresentados 69 pedidos à Anvisa, dos quais 10 foram reprovados. 

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O autoteste da CPMH foi aprovado para o uso com amostra de swab (cotonete) nasal não profunda. O resultado sai em 15 minutos. Segundo a Anvisa, o produto poderá ser comercializado em farmácias e também pela internet.​

De acordo com a agência, o produto atendeu a critérios técnicos definidos e também teve o desempenho avaliado e aprovado pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, conforme estabelecido no PNE (Plano Nacional de Expansão da Testagem).

— Para conceder o registro, a Anvisa analisa uma série de requisitos técnicos, entre os quais estão a usabilidade e o gerenciamento de risco, que servem para adequar o produto para uso por pessoas leigas dando maior segurança no seu uso — afirmou a Anvisa, em nota. Procurada, a empresa não respondeu.

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Este tipo de produto permitirá a ampliação da testagem de indivíduos sintomáticos, assintomáticos e possíveis contatos. Será possível assim o isolamento precoce e a quebra de cadeia de transmissão.

Testagem ampliada

A liberação do exame ocorreu após uma explosão da procura por teste de Covid com o avanço da variante ômicron. A testagem no Brasil está centrada em clínicas, farmácias e serviços públicos.

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Entidades científicas cobravam uma política de testagem mais ampla do governo federal e a permissão do exame em casa. A procura pelos testes disparou com o avanço da contaminação na virada deste ano.

Os autotestes já eram realizados em países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Em Portugal, por exemplo, eles são autorizados desde março de 2021, sendo vendidos em farmácias e supermercados a partir dos 2,9 euros (cerca de R$ 17). 

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— O autoteste é o produto que permite que o cidadão realize todas as etapas da testagem, desde a coleta da amostra até a interpretação do resultado, sem a necessidade de auxílio profissional, seguindo atentamente as informações das instruções de uso que possuem linguagem simples e figuras ilustrativas do passo a passo — disse a Anvisa.

Conforme estabelecido em nota técnica do Ministério da Saúde, o autoteste passará a ser uma nova ferramenta de triagem do PNE.

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Com isso, quem receber resultado positivo deverá procurar uma unidade de atendimento de saúde ou teleatendimento para que um profissional da saúde realize a confirmação do diagnóstico, notificação e orientações pertinentes de vigilância e assistência em saúde. Dessa forma, o usuário do autoteste não é obrigado a informar o resultado ao Ministério da Saúde.

— O autoteste não define um diagnóstico, o qual deve ser realizado por profissional de saúde. Seu caráter é orientativo. Ou seja, não se trata de um atestado médico — frisou a Anvisa, em nota.

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> Autotestes não serão distribuídos pelo SUS, afirma ministro da Saúde

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou, o setor já estava se preparando para atender o mercado de autoteste. O presidente-executivo da CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial), Carlos Gouvêa, estimou que a indústria instalada no Brasil tem capacidade de produzir até 10 milhões de autotestes de Covid por mês.

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Quando da aprovação do autoteste, a diretora-relatora da Anvisa, Cristiane Rose Jourdan Gomes, afirmou que o autoteste servirá para ampliar a testagem, independente do estado vacinal.

— Considerando o exponencial aumento de casos em decorrência da variante ômicron, a elaboração das diretrizes do Ministério da Saúde sobre o uso do autoteste relacionada à política de testagem para a Covid e a missão institucional da Anvisa na proteção da saúde público, entendo relevante e urgente a abertura de processo regulatório e deliberação da diretoria colegiada que dispõe sobre o registro e dispositivos de autoteste — disse.

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Em menores de 14 anos de idade, o exame deve ser realizado com a supervisão e apoio dos pais.

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No dia 28 de janeiro, mesma data de aprovação do autoteste pela Anvisa, o CNS (Conselho Nacional de Saúde) publicou recomendação para que o Ministério da Saúde disponibilize o autoteste no SUS.

A pasta, no entanto, já sinalizou que não pretende comprar o autoteste para distribuir à população. Mas aprovou a comercialização no país para ampliar a política de testagem.

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