Ciclone extratropical pode provocar inundações, deslizamentos e ventos de até 90 km/h em SC

Fenômeno é comum em Santa Catarina no inverno e em períodos de transição, caso do outono

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Ciclone extratropical favorece formação de nuvens e causa chuvas volumosas (Foto: Tiago Ghizoni/Diário Catarinense)

Santa Catarina tem alerta para chuvas intensas entre esta segunda (2) e a próxima quarta-feira (4), quando um ciclone extratropical se forma no Estado. O grande volume de precipitação gera alerta de alagamentos e inundações, principalmente do Litoral Sul à Grande Florianópolis.

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> O que é um ciclone extratropical e quais os perigos

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O fenômeno é comum em Santa Catarina no inverno e em períodos de transição, caso do outono, por estar associado ao encontro de frentes frias com massas de ar tropical, de temperatura quente. Sua formação fora da zona tropical do globo terrestre já indica a razão de parte do nome.

Em resumo, a interação entre as massas de ar de temperaturas opostas cria um sistema de baixa pressão atmosférica. Ele causa um movimento de ar que concentra a umidade a partir do centro do ciclone e ajuda a formar nuvens volumosas, o que explica o aumento nas chuvas — uma imagem de satélite do fenômeno mostra uma mancha branca em formato de espiral.

Por conta do grande volume de precipitação esperado neste início de semana, a Defesa Civil em Santa Catarina gerou alerta de risco alto na maior parte do Estado para ocorrências associadas a alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos.

O Litoral Sul e a Grande Florianópolis, além da Serra catarinense, onde se concentram as nuvens formadas pelo ciclone, pode acumular até 200 mm de chuva entre o meio-dia desta segunda e o fim da próxima quarta. O Oeste e parte do Planalto Sul têm expectativa de superar 100 mm.

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Do Vale do Itajaí ao Litoral Norte, além do Planalto no alto do Estado, a precipitação acumulada varia entre 50 e 100 mm, mas, ainda assim, a Defesa Civil mantém essa àrea sob observação, já que há risco moderado de ocorrências associadas às chuvas.

A maior parte das regiões do Estado costuma ter entre 90 e 130 mm no mês de maio, de acordo com o metereologista Leandro Puchalski, da NSC. Já o Norte e o Oeste têm volumes de 130 a 190 mm.

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Além da chuva, o fenômeno metereológico está associado a fortes rajadas de vento e agitação no mar. Isso, no entanto, só ocorre no momento em que o ciclone extratropical já está formado, ainda segundo explica Puchalski.

— Existem três momentos do ciclone: o de formação, de maturação e de dissipação. Até esta terça [3], estamos em um processo de formação. Então, neste momento, não há condições de rajadas de vento, o que, normalmente, as pessoas associam aos ciclones. Isso deve ocorrer com ele já formado, entre o fim da terça e a quarta-feira — afirmou.

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De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), as rajadas de vento nesta terça devem passar de 70 e 90 km/h também nas regiões da Grande Florianópolis, do Planalto Sul e, principalmente, do Litoral Sul.

O ciclone extratropical agora registrado em Santa Catarina se difere do ciclone bomba que deixou diversos estragos em 2020 no Estado. Este segundo caso também se trata de um sistema de baixa pressão atmosférica, mas com queda acentuada dela em poucas horas, o que intensifica as tempestades, ainda segundo explica Puchalski. A avaliação dele é corroborada pelo metereologista Clovis Correa, da Epagri.

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— O ciclone bomba vai atingir uma capacidade muito maior em relação à velocidade dos ventos e também à quantidade de chuva. A princípio, esse não é um ciclone bomba — afirma Correa.

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