Mulher morta em Joinville tinha medida protetiva contra o ex-companheiro

Medida foi concedida quatro dias antes de Barbra ter sido assassinada; ex é o principal suspeito do crime

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Vítima foi atingida com pelo menos um tiro e morreu no local (Foto: Redes sociais/Reprodução)

Barbra Amorim Lacerda, de 32 anos, tinha conseguido uma medida protetiva contra o ex-companheiro quatro dias antes de ser assassinada a tiros na zona Sul de Joinville. O homem é o principal suspeito pelo crime e ainda não foi localizado pela polícia.

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De acordo com informações da Polícia Militar, na quinta-feira (17), a vítima já havia registrado um boletim de ocorrência após ser agredida pelo ex-companheiro. O caso de violência teria ocorrido na noite anterior.

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De acordo com o relato da PM, a mulher estava em casa e teria sido atacada pelo ex-companheiro, que tentou a estrangular e fez ameaças. A partir disso, a Justiça concedeu uma medida protetiva de urgência (MPU) contra o suspeito.

No entanto, conforme a PM, nem Barbra e nem o ex haviam sido intimados após a concessão da medida judicial. A MPU pode ser solicitada por mulheres em situação de violência doméstica ou familiares da vítima durante o registro do boletim de ocorrência.

Nesta semana, Barbra também passaria a ser acompanhada pela Rede Catarina de Proteção à Mulher, programa da Polícia Militar de Santa Catarina vinculado à Lei Maria da Penha, mas foi morta antes que o caso tivesse sequência.

Separação recente

Conforme as investigações preliminares da Polícia Civil, Barbra havia se separado do ex-companheiro há cerca de um mês e o casal tinha um filho. Na última terça-feira (26), a vítima estava em seu local de trabalho, quando, segundo testemunhas, o suspeito entrou na oficina, sacou uma arma calibre .38 e ameaçou matá-la. 

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Na sequência, ela correu, mas o homem a alcançou, tendo efetuado alguns disparos de arma de fogo. Pelo menos um tiro atingiu Barbra, que morreu ainda no local. O suspeito fugiu em uma caminhonete S10. 

A partir de agora, conforme o delegado Dirceu Silveira Júnior, da Delegacia de Homicídios, a investigação vai apontar os detalhes do caso e solicitar os laudos necessários para a conclusão do inquérito. Inicialmente, o caso é tratado como feminicídio.

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O velório de Barbra acontece no Ervino, em São Francisco do Sul, onde mora a mãe. O sepultamente será realizado às 10 horas desta quinta-feira (28) no Cemitério da Gamboa.

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