Grande Florianópolis e Governo de SC projetam abrir cerca de 60 leitos de UTI na região

Metade dos leitos poderão ser ativados em unidades que não são geridas diretamente pelo Estado

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Leitos serão habilitados em hospitais públicos e particulares (Foto: Ricardo Wolfenbuttel / Secom)

As prefeituras de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Governo de Santa Catarina anunciaram nesta sexta-feira (10) uma ação conjunta para ampliar o número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em hospitais públicos e privados da região. A ação pretende abrir cerca de 60 leitos na rede de saúde. 

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O anúncio ocorreu depois de uma reunião entre os prefeitos e o secretário de Estado de Saúde, André Motta Ribeiro. 

Segundo o Governo de Santa Catarina, poderão ser ativados entre 25 e 30 leitos na rede estadual nas próximas semanas. Além disso, até 30 leitos poderão ser ativados em unidades que não são geridas diretamente pelo Estado, entre elas o Hospital de Biguaçu e o Hospital de Caridade.

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Em uma nota conjunta, as quatro prefeituras informaram que a ampliação passará pela ativação de 27 leitos atualmente indisponíveis, por problemas como falta de equipamentos e equipes, e a abertura de novos leitos em hospitais públicos e privados.  

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As prefeituras das quatro cidades vão se mobilizar para apoiar a ampliação de leitos com recursos, informa ainda a nota.

Confome o mapa de risco do Governo do Estado, a ocupação de UTIs na região está em nível gravíssimo. Em Florianópolis, a taxa de ocupação chegou a 97% nesta quinta-feira (9), quando havia apenas seis leitos adultos disponíveis.

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Juntas, as cidades somam 4,2 mil casos do novo coronavírus, sendo 1,9 mil apenas em Florianópolis. Em relação às mortes, são 48, com a maioria na Capital, 22. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Segundo a SES, na reunião com os prefeitos o secretário André Motta disse que o momento não impõe a construção de hospitais de campanha, pois há espaço para ampliação de leitos na rede hospitalar. Ainda segundo o secretário, uma eventual instalação de hospitais de campanha deveria ser responsabilidade do Governo Federal.

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Outro assunto abordado na reunião entre o secretário de saúde e os prefeitos foi a informação precisa de percentual de ocupação e número de internados em hospitais públicos de cada município. As quatro cidades acreditam, pelos dados de suas vigilâncias em saúde, que a internação de seus moradores em UTI representa menos de 50% do total de internados na região.