Aumento nas mortes de idosos por Covid em SC alerta para dose de reforço

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Mortes por Covid em idosos voltou a subir em SC (Foto: Alberto Pizolli/AFP)

As mortes por Covid-19 diminuíram em SC. Entre os dias 14 de setembro e 13 de outubro foram 431 óbitos, 34% a menos que os 649 dos 30 dias anteriores. Mas o levantamento feito pela Vigilância Epidemiológica do Estado trouxe um alerta. O percentual de idosos que perderam a vida nas últimas semanas para a doença voltou a subir significativamente.

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No período analisado pelos técnicos da saúde, entre setembro e outubro, 327 das 431 pessoas que morreram tinham 60 anos ou mais. Só duas haviam recebido a dose de reforço. A grande maioria, 209 pacientes, até receberam as duas vacinas, só que há mais de 5 meses. No mesmo estudo, aparecem 29 pessoas com apenas uma dose e 87 que não se vacinaram. 

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Já sobre a população com menos de 60 anos, 85% das 104 mortes não tinham completado o esquema vacinal. 

Veja a tabela

Em entrevista ao Bom Dia SC desta segunda-feira (25), o superintedente de Vigilância em Saúde de SC, Eduardo Macário, reafirmou a importância da dose de reforço. 

— As vacinas servem para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos e garantir a memória imunológica. No caso da vacina contra a Covid-19, o tempo que dura essa proteção vem sendo avaliado na medida que a vacinação avança no mundo. Na medida que envelhecemos, nosso sistema imunológico vai perdendo a capacidade de combater novas infecções e de produzir memória imunológica, deixando os idosos mais vulneráveis a diversas doenças, como a Covid-19. Portanto, a aplicação de uma dose de reforço para os idosos se torna fundamental nesse momento da pandemia para aumentar a produção de anticorpos e garantir que a memória imunológica seja mais prolongada — disse Macário.

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Na quinta-feira (21), a Secretaria de Estado da Saúde decidiu antecipar o intervalo da segunda dose até a dose de reforço de seis para cinco meses. 

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