Comércio de SC tem alta de 15,5% em janeiro

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As vendas do varejo Santa Catarina seguiram com alta expressiva no primeiro mês do ano, a exemplo de todo ano de 2017. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de janeiro divulgada ontem pelo IBGE apontou crescimento de 15,5% no volume de vendas no Estado frente ao mesmo mês do ano passado e de 5,1% na comparação com o mês anterior, dezembro, com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, SC obteve a segunda maior expansão do país, só atrás de Rondônia, que teve alta de 18,2%. Roraima, com 14,5%, obteve a terceira colocação. Em receita nominal, SC registrou alta de 15,9% em janeiro na comparação com o mesmo período de 2017 e de 8,2% frente ao mês anterior, dezembro. O varejo ampliado do Estado, que inclui veículos e materiais de construção, cresceu 20,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.  

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Segundo o IBGE, o Brasil fechou o primeiro mês do ano com alta de 3,2% no volume de vendas do varejo frente a igual período de 2017 e de 0,9% em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal depois de ter registrado -0,5% no mês anterior nessa última comparação. No varejo ampliado, o país teve crescimento de 6,5% em janeiro frente ao mesmo período de 2017. 

O alto fluxo de turistas no Estado ajudou no resultado positivo do primeiro mês do ano. Entre os setores que tiveram as maiores altas frente ao mesmo período do ano passado, segundo o IBGE, estão hipermercados e supermercados (21,4%),  combustíveis e lubrificantes (10,8%), móveis (24,3%), eletrodomésticos (12,6%), equipamentos e móveis para escritórios (13,4%) e artigos farmacêuticos, medicamentos e cosméticos (7,3%). Dois setores tiveram retração no mês: livros, jornais e revistas (-6,2%); tecidos, vestuário e calçados (-2,4%). 

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Santa Catarina fechou 2017 com crescimento de 13,5% no volume de vendas,  a maior alta do varejo nacional frente ao ano anterior segundo o IBGE. Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC), Bruno Breithaupt, este será mais um ano de recuperação para o setor, com resultados positivos, mas não será possível recuperar todas as perdas do período da recessão. 

– Estamos crescendo neste ano, mas acho difícil recuperar os índices anteriores à crise. O desemprego continua alto. Fechamos o último trimestre de 2017 com taxa de desemprego de 6,3% no Estado. Não vamos conseguir fazer com que a massa salarial se recomponha tão rapidamente este ano. Mas eu acredito que em 2019, quem sabe a gente volte a patamares excelentes de 2014, quando tivemos taxa de desemprego inferior a 3% em SC – disse Breithaup. 

O empresário afirma que essa tendência de alta só será revertida caso ocorram fatos inesperados que afetem fortemente a economia do Brasil ou do mundo. Em janeiro, segundo dados do Caged do Ministério do Trabalho, o varejo catarinense teve saldo negativo 1.847 vagas. Conforme o presidente da Fecomércio, isso é normal em função dos empregos temporários do final do ano. Para os próximos meses, a expectativa é de saldo positivo de vagas.  

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