Moraes quebra sigilo de imagens da invasão do Planalto e manda ouvir servidores do GSI

Ministro do STF exige o envio de "todo o material existente" em poder do GSI em até 48 horas

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Ministro Alexandre de Moraes, do STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

(Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, determinou nesta sexta-feira (21) a quebra de sigilo das imagens de 8 de janeiro das câmeras de segurança do Palácio do Planalto e o depoimento dos servidores do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) que aparecem nas cenas.

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Trechos do circuito interno de segurança do Planalto foram divulgados pela CNN Brasil na quarta (19), e levaram à queda do ministro do GSI Gonçalves Dias. O material foi colocado sob sigilo pelo governo federal e negado à Folha em fevereiro. Na decisão desta sexta, o ministro do Supremo exige o envio de “todo o material existente” em poder do GSI em até 48 horas, e afirma que a “preservação integral das imagens” “será aferida em posterior perícia”.

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No despacho, Moraes também determina que o ministro interino do GSI, Ricardo Capelli, envie cópia integral da sindicância instaurada, no âmbito do GSI, para apuração das condutas dos agentes públicos civis e militares envolvidos no episódio.

Leia mais: o que se sabe sobre a queda do ministro do GSI e as imagens dos ataques golpistas de 8 de janeiro

A reportagem da Folha de S.Paulo pediu, via Lei de Acesso à Informação, a íntegra das imagens registradas pelas câmeras de segurança internas e externas do sistema do Palácio do Planalto, referentes ao domingo em que manifestantes golpistas vandalizaram os prédios dos três Poderes. Ao negar acesso à íntegra das imagens, o GSI afirmou em fevereiro não ser “razoável” divulgar informações que exponham métodos, equipamentos, procedimentos operacionais e recursos humanos da segurança presidencial.

*Por Thaísa Oliveira.

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