Rafaelle, da seleção: “A gente pode conseguir colocar essa estrela no peito”

A zagueira disputa sua segunda Copa do Mundo; o Brasil estreia dia 24 contra o Panamá

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Rafaelle, camisa 4, em partida contra a Alemanha.

Rafaelle estava no amistoso em que o Brasil venceu a Alemanha por 2x0 em abril. (Foto: Thais Magalhães)

A zagueira Rafaelle é uma das jogadoras mais experientes da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo, disputada na Austrália e Nova Zelândia. A atleta vestiu a camisa amarelinha no Mundial de 2015, além de ter participado dos Jogos Olímpicos de 2016 e 2020. Nome constante na lista da técnica Pia Sundhage, Rafaelle também já vestiu a braçadeira de capitã e transmite confiança para a equipe. Em entrevista ao correspondente José Walter, da CBN Floripa, a zagueira destacou a importância do preparo psicológico para a competição.

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— Eu acho que a parte psicológica é bastante importante né? Principalmente, porque a gente tem um grupo com 11 estreantes. São 11 meninas que nunca jogaram Copa do Mundo. Então estar bem psicologicamente e forte para essa competição vai ser determinante para conseguir a vitória — comentou a jogadora.

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Para Rafaelle o seu papel, assim como a de outras jogadoras que já disputaram Copas, é o de passar tranquilidade e confiança para as mais jovens. Segundo ela, é possível ver no treino que as estreantes estão muito motivadas e que o grupo é talentoso. Para a zagueira, pessoalmente, é muito bom voltar a vestir a amarelinha.

— É a vontade jogar uma competição que é a mais esperada e a mais disputada na modalidade. Ainda mais ao lado de grandes jogadoras, com esse grupo que tem muito talento. Eu acredito muito que a gente pode conseguir colocar essa estrela no peito — declara.

Na entrevista, Rafaelle ainda comentou sobre a adaptação ao fuso horário, a preparação física, tática e técnica que a Seleção Brasileira está adotando nesses últimos dias até a estreia. Assista à entrevista completa:

Leia a entrevista na íntegra

Como está a preparação e ansiedade para essa Copa do Mundo?

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A gente tá bem ansiosa para a estreia. A gente chegou aqui e está há 11 dias treinando e já se acostou com o fuso horário. O fuso no começo é bem complicado, mas acho que agora já está todo mundo adaptado. Agora a gente já passou bastante do treino físico e está mais na parte técnica e tática. A preparação não diminuiu né? Cada dia mais forte e todo mundo ansioso para esse primeiro jogo, para a estreia na Copa do Mundo.

Você citou o fuso horário, que são 13 horas à frente do Brasil. Como é que foi quando vocês chegaram? Dava sono no meio do dia?

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Ah foi complicado, mas a comissão técnica pensou em tudo, até no horário de voo de saída do Brasil. A gente tomando suplementos, como a melatonina para ajudar a dormir. Para ficar acordada mais cafeína. A hora do treino a gente também mudou para ficar acordado, a gente tinha reunião às nove da noite. Então acho que eles pensaram bastante. É difícil no começo né? Ficar acordada na hora em que estava dormindo no Brasil, mas agora já passou. Não tem desculpa mais. É o foco na Copa do Mundo.

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Você jogou a Copa de 2015, em 2019 ficou fora devido uma lesão. Como é para você voltar a jogar uma Copa do Mundo depois de oito anos?

Eu tô muito feliz e muito motivada para essa Copa do Mundo, principalmente depois de oito anos. Já tem um tempinho que eu joguei. Mas eu sempre estive com a seleção brasileira, já joguei duas olimpíadas, então acho que isso não interfere muito. Acho que é a mais a vontade jogar uma competição que é a mais esperada e a mais disputada na modalidade ao lado de grandes jogadoras, ainda mais com esse grupo que tem muito talento. Eu acredito muito que a gente pode conseguir colocar essa estrela no peito.

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Você que já tem experiência em Copa e nos clubes em que passou. O que você acha das preparações que a seleção brasileira tem feito? E o que a seleção tem que fazer para chegar bem nos jogos?

Eu acho que é um equilíbrio. É um equilíbrio de tudo, da parte física, da parte técnica, tática, psicológica. Não adianta a gente só pensar na parte técnica, tática, física e não pensar na parte psicológica. A gente tá bem, está em uma ótima estrutura, tem a liberdade de caminhar… As vezes é difícil falar com a família no Brasil por conta do fuso horário, mas tá todo mundo em contato com os familiares e amigos, todo mundo mandando energia positiva. Mas eu acho que a parte psicológica é bastante importante né? Principalmente, porque a gente tem um grupo que tem 11 estreantes. São 11 meninas que nunca jogaram Copa do Mundo, então a gente estar bem psicologicamente e forte para essa competição vai ser determinante para a gente conseguir a vitória.

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Você citou 11 jogadoras novas no grupo. Como está sendo essa troca com as jogadoras mais jovens, essa troca de experiência?

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Eu vejo que isso nem está interferindo nessas jogadoras, por mais que elas ainda estejam na primeira Copa do Mundo, acho que elas têm bastante vontade e elas estão muito motivadas. A gente vê isso bastante nos treinos. Então acho que isso vai interferir pouco. Mas a nossa parte como uma das mais experientes do grupo é tentar passar tranquilidade e confiança no trabalho. Eu acho que a gente tem feito uma boa preparação e a gente vai entrar confiante para essa Copa do Mundo.

Essa semana teve um jogo treino diante da China, em que você marcou um gol, né? Não é comum defensores marcarem gol, mas de vez em quando acontece, né?

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Acontece. No futebol em geral, a bola parada decide muito, esse é um dos grandes fatores. Acaba que sai muitos gols de bola parada. Eu, pela altura também, tenho essa facilidade. Mas o importante é ajudar a seleção, seja evitando gols ou fazendo gols. Mas a gente sempre tem esse gostinho especial, que todo mundo assiste os melhores momentos e a gente acaba aparecendo mais. O importante é ajudar a seleção.

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Teve esse jogo treino, como falei anteriormente, tem mais uma semana de treinamento até a estreia. Mas o que falta para chegar redondinho para a estreia?

A gente tá mais focado na parte tática e técnica. Acho que o grupo tá bem fisicamente e agora a gente está ajustando uns detalhes né? De bola parada, formação tática, de manter o time compacto, a hora de virar a bola, de manter a bola, essas tomadas de decisões que são bem importantes durante os noventa minutos é o que a gente está trabalhando para chegar bem.

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Qual mensagem você passa para os brasileiros que vão acordar cedinho para acompanhar aos jogos do Brasil na Copa?

Eu acho que o Brasil é apaixonado por futebol, independente se é masculino ou feminino. Eu só queria mesmo convidar a torcida a assistir a acompanhar. Essa Copa do Mundo tem revolucionado o mundo inteiro. Todo mundo está com os olhos nela e a gente tem uma grande equipe. A gente tem grandes chances. Então a gente queria pedir a torcida e o apoio da galera do Brasil, da Austrália, do mundo inteiro, que eles assistam a gente e torçam, porque a gente tem grandes chances.

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