Cremer está à venda? O que está por trás de negociação envolvendo a empresa

Viveo, dona da companhia, alega em documento que não há processo de venda em andamento

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Unidade da Cremer em Blumenau (Foto: Patrick Rodrigues, Arquivo NSC Total)

O grupo Viveo não planeja se desfazer da Cremer, ao menos neste momento. Nos últimos dias, notícias de que a fabricante blumenauense de artigos de saúde estaria à venda, em uma estratégia de reestruturação de ativos, agitaram o mercado. A coluna apurou, no entanto, que essa não é a intenção da companhia.

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A repercussão começou diante de um processo de renegociação de dívidas da Viveo com debenturistas – investidores que compram títulos de dívida da empresa. Em um desses casos, ações da Cremer, que pertence ao grupo, foram dadas como garantia desses papéis (chamados de debêntures), em uma operação considerada comum no mercado financeiro.

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Esses credores ficariam com a Cremer caso a Viveo não conseguisse honrar com os compromissos, o que não está nos planos da companhia. De toda forma, a Viveo convocou uma assembleia de debenturistas, marcada para 21 de março, para deixar essa potencial operação autorizada com antecedência caso ela seja necessária.

O documento que contém a proposta dessa assembleia, disponibilizado pela Viveo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), admite a possibilidade de alienação de até 100% das ações da Cremer dentro deste contexto. Mas ressalta que “não há processo de venda em andamento no momento”.

Procurada, a Viveo informou que não comenta o assunto.

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