Uma temporada sem grandes emoções do BBB deve terminar com uma campeã que está longe de ser unanimidade. Na noite desta terça-feira (22), Renata deve sair vitoriosa na final contra João Pedro e Guilherme. Com uma jornada pouco marcante no programa, a cearense tem vantagem principalmente pela força de sua torcida — o autodenominado Ballet.
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Na enquete do NSC Total, há uma disputa acirrada entre Renata, que tem 41,97% dos votos para vencer, e Guilherme, que tem 48,29%. Outras votações extraoficiais divergem, dando a vantagem para a bailarina. Seguindo os rumos das últimas eliminações, contudo, é provável que a torcida dela acabe levando a melhor.
O que pesa contra e a favor de Renata
Elenco pouco engajado
A edição deste ano teve um elenco com personalidades pouco marcantes. Alguns participantes, apesar de serem divertidos e carismáticos, não conseguiram criar um enredo para si — que é, afinal, o que dá liga ao BBB.
As pessoas gostam de assistir ao programa quando há uma Juliette dando a volta por cima após ser excluída, ou quando um Davi Brito é perseguido pelos camarotes, mas reage sem medo. É como se fosse uma novela, que precisa de mocinhos e vilões.
Nesta temporada, os participantes falharam em capturar e canalizar os acontecimentos em uma história. Afinal, não faltaram acontecimentos na casa.
Vitória Strada, por exemplo, foi traída e excluída por Camilla e Thamiris, suas então aliadas, mas optou por não enfrentá-las diretamente. Já Aline esteve em um relacionamento conturbado (para dizer o mínimo) com Diogo Almeida, mas teve dificuldades de manter um posicionamento contra ele. Contrariando o que o público esperava, a baiana retomou o affair com o ator e investiu em uma briga com João Gabriel que não conquistou a atenção dos espectadores.
Foram oportunidades claras de criar protagonismo que as duas desperdiçaram. E, neste ano, não podemos negar que a produção se empenhou em criar acontecimentos. Tivemos casa de vidro, robô Seu Fifi, quarto secreto, dinâmica freeze, almoço transmitido para a casa e monstros que mais pareciam provas de resistência.
A ascensão de Renata
Renata, por outro lado, esteve envolvida em alguns desses acontecimentos e reagiu a eles com coerência. Quando teve fofocas com aliados expostas para toda a casa, não pediu desculpas e disse que “falou mesmo”. Depois, voltou da Vitrine do Seu Fifi e seguiu as dicas do público, fortalecendo o vínculo do G3 (trio que formava com Eva e Vilma) e criando estratégias para eliminar Aline, sua principal rival.
Esses fatos, porém, não chegaram a ter força o suficiente para definir a temporada — não chegaram nem perto da exclusão de Vitória e o posterior “cancelamento” de Camilla e Thamiris, por exemplo. A bailarina tampouco tem uma personalidade carismática e expansiva, como Aline.
Renata, é claro, tem suas qualidades. Fez jogadas inteligentes, não fugiu do comprometimento, foi coerente e mostrou que é uma pessoa leal, principalmente na amizade com Eva, um dos pontos altos da temporada em duplas. Também demonstrou firmeza ao pontuar erros de Maike, seu affair na casa, quando ele teve atitudes inadequadas com ela.
O fator torcida
Esses atributos fizeram com que Renata cativasse parte do público — que se autodenominou Ballet, nas redes sociais. Apesar de serem em menor número do que a torcida a favor do grupo rival, os fãs da bailarina mostraram que são organizados e mobilizados.
Nas últimas semanas, o Ballet conseguiu eliminar participantes fortes, como Vitória e Vinicius, graças à vantagem no voto da torcida, mesmo que eles tenham vencido no voto único. Nas redes sociais, começaram até a circular imagens do “QG da Renata”, um grupo de fãs que se reúnem em um escritório para passar o dia votando.
Isso mostra que, apesar de ganhar no número de votos, Renata não ganha no número de pessoas favoráveis a ela. Sua provável vitória nesta terça (22), portanto, não representa a vontade da maioria dos espectadores.
Há boatos de que isso tem feito a Globo cogitar a reformulação da votação atual, composta pela média voto único e voto da torcida. É possível que isso aconteça — basta lembrar que o formato nasceu justamente após a vitória de Amanda Meirelles no BBB 23, em um caso parecido com o de Renata.
A comparação entre o BBB 25 e o BBB 23 revela outro fenômeno: quando a temporada não tem um enredo claro, alimentado por participantes dispostos a jogar, fica mais fácil para um fandom definir o resultado final. O segredo, parece, está na escalação de elenco. Às vezes, faz falta um Davi Brito.
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