Política debocha mais uma vez do eleitor com aumento no número de deputados

Aumento de parlamentares terá impacto milionário

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Câmara dos Deputados (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

A classe política não cansa de decepcionar o eleitor. Na calada da noite, em regime de urgência, a Câmara aprovou nesta terça-feira (6) o Projeto de Lei (PL) que amplia de 513 para 531 o número de deputados federais, aumentando em R$ 64,6 milhões o gasto anual. A medida representa um tapa na cara do eleitor, que não apontou esse assunto como prioritário na pauta nacional. E mais, trata-se de um descolamento da classe política com os verdadeiros problemas da população.

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Enquanto vivemos a inflação dos alimentos que impacta a vida dos mais pobres, uma saúde pública precária, uma criminalidade que avança, o assalto direto nos benefícios dos aposentados, um saneamento básico digno da idade média, as cidades de médio porte pra cima com problemas graves de moradia social e travadas sem transporte coletivo eficente — os deputados aprovam uma medida que irá trazer zero impacto positivo na vida das pessoas.

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Pelo contrário, vai gerar um efeito cascata nos estados. Se Santa Catarina ganha, por exemplo, mais quatro deputados federais (salta de 16 para 20), na Alesc, cuja regra é estabelecida pela Constituição Estadual, utiliza a referência da Câmara para determinar o número de representantes no Palácio Barriga Verde. Sendo assim, com um simples ofício a ser encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral, teremos um aumento dos atuais 40 para 44 deputados estaduais.

O que o contribuinte precisa entender é que o dinheiro é o mesmo. O recurso que deveria ser utilizado para contratar mais pediatras no SUS, reformar escolas e melhorar estradas, vai para a farra do parlamento.

Como dizia o genial humorista e jornalista brasileiro, Barão de Itararé, falecido em 1971 no Rio de Janeiro:

“De onde menos se espera, é aí mesmo que não sai nada”.

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