Alexandre de Moraes proíbe médicos de perguntarem se Bolsonaro quer prisão domiciliar

Decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) limita quesitos da defesa e mantém foco técnico da avaliação clínica do ex-presidente

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Bolsonaro está preso por tentativa de golpe de Estado (Foto: Antonio Augusto, STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, vetou parte das perguntas propostas pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) em um exame médico judicial que avaliará o estado de saúde do ex-presidente. As questões barradas nesta segunda-feira (19) faziam referência, de forma direta ou indireta, à possibilidade do político de cumprir pena em regime domiciliar, em vez de permanecer no sistema prisional. As informações são da Folha de S. Paulo.

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A perícia médica foi determinada por Moraes para subsidiar a análise sobre o quadro clínico de Bolsonaro — atualmente preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília — e para que o ministro possa decidir, futuramente, se deve manter ou não o cumprimento de pena naquele local.

Veja fotos da cela de Bolsonaro na Papudinha

Na decisão, Moraes considerou que algumas das perguntas elaboradas pelos advogados do ex-presidente extrapolam o escopo técnico do exame clínico por envolverem juízo de valor ou interpretação jurídica, o que, na avaliação do relator, não cabe aos peritos médicos responderem.

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Entre os quesitos rejeitados estavam indagações sobre a necessidade de Bolsonaro permanecer em ambiente domiciliar adequadamente equipado em função de necessidades de saúde ou sobre se o contexto prisional representaria risco concreto ao seu bem-estar físico. Segundo a decisão, tais temas teriam caráter subjetivo e jurídico — e não técnico — sendo, portanto, incompatíveis com o objeto da perícia médica.

O ministro autorizou, no entanto, que o médico particular indicado pela defesa acompanhe os trabalhos da junta médica oficial, composta por profissionais da Polícia Federal e responsável por realizar a avaliação.