Polícia de SC conclui investigação da morte do cão Orelha em Florianópolis

Inquérito que investigava agressões contra cão Caramelo também foi concluído

Compartilhe:
orelha

Ao todo, quatro adolescentes eram suspeitos de envolvimento na morte de Orelha (Foto: Reprodução)

A investigação sobre a morte do cão Orelha, que ocorreu na Praia Brava, em Florianópolis, foi finalizada nesta terça-feira (3), com a conclusão de envolvimento de adolescentes nas agressões. A informação foi confirmada à NSC TV pelo Governo do Estado.

Continua após a publicidade

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que deve divulgar novos detalhes do caso ainda nesta terça. A investigação foi concluída em relação ao cão Caramelo, que também foi agredido, mas sobreviveu.

O Tribunal de Justiça catarinense afirmou ao NSC Total que, esse caso, por envolver adolescentes está em segredo e, por isso, informações não podem ser divulgadas.

Continua após a publicidade

Veja fotos do cão Orelha

Orelha era um cão comunitário da Praia Brava

Orelha foi visto vivo pela última vez no dia 4 de janeiro, andando pelo bairro. Ele era um cão comunitário cuidado por moradores e comerciantes da Praia Brava e vivia no bairro há pelo menos 10 anos, circulando entre pescarias, festas e a rotina do local, tirando fotos com moradores e turistas.

No dia seguinte às agressões, uma moradora encontrou o cão agonizando, debaixo de um carro e o levou para atendimento. Orelha tinha lesões na cabeça e no olho esquerdo, além de estar desidratado e com ausência de reflexos. O cachorro foi tratado com a soroterapia, mas morreu pouco depois.

A Polícia Civil chegou a afirmar que não havia registro do momento exato da agressão, mas o conjunto de indícios levou os investigadores a apurar o envolvimento de adolescentes que frequentavam a região durante o verão.

No dia 26 de janeiro, dois adolescentes e um adulto foram alvos de mandados de busca e apreensão. O objetivo, segundo a Polícia Civil, foi buscar mais provas para a  investigação. Ainda neste dia, um advogado e dois empresários foram indiciados pela polícia por suspeita de coagir uma testemunha no processo. Já na quinta-feira, outros dois adolescentes foram alvos de mandados de busca e tiveram os celulares apreendidos ao chegarem em Florianópolis no aeroporto internacional.

Continua após a publicidade

NSC Total e todas as plataformas da NSC não divulgam o nome, nem a identidade dos adolescentes suspeitos em total respeito e consonância ao que determina o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a “divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional”.

Diz o ECA: “Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome.”