Ex-governador do Rio, Cláudio Castro é alvo da PF em operação contra fraudes fiscais

Operação da PF investiga suposto esquema de fraudes fiscais e ocultação patrimonial ligado à antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro

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PF mira Cláudio Castro e empresários da Refit em operação que apura ocultação de bens e envio ilegal de recursos ao exterior (Foto: Joédson Alves, Agência Brasil)

O ex-governador Cláudio Castro (PL) foi alvo, nesta sexta-feira (15), da Operação Sem Refino, realizada pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. A investigação apura possíveis fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, considerada um dos maiores grupos devedores de tributos do país. Com informações do g1.

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O empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, também é investigado pela PF. Nesta sexta, a corporação pediu a inclusão do nome dele na Difusão Vermelha da Interpol, relação internacional de pessoas procuradas.

De acordo com a PF, há suspeitas de que a Refit tenha utilizado sua estrutura societária e financeira para promover “ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.

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Os agentes estiveram na casa de Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo apuração do g1, o ex-governador estava no imóvel e acompanhou as buscas ao lado de seus advogados.

A determinação foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto da ADPF das Favelas, que trata da atuação de organizações criminosas e de possíveis ligações com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

Ao g1, o advogado de Castro, Carlo Luchione, afirmou que ainda desconhecia os motivos da operação de busca e apreensão.

Também são alvo de mandados de busca o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual da Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. Ao todo, a PF cumpre 17 mandados de busca e apreensão.

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Atualmente sem cargo

Neste momento, o governo do Rio de Janeiro está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto.

Castro deixou o cargo de governador em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que culminou em sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

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Conforme entendimento do TSE, a renúncia tornou prejudicada a cassação do mandato, o que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a discutir o modelo de escolha do governador que assumirá temporariamente o estado até a posse do eleito nas eleições regulares de outubro.

O cenário acontece em meio a uma crise institucional no Rio de Janeiro, marcada pela vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador. O STF ainda analisa se a definição do novo chefe do Executivo estadual ocorrerá por meio de eleição direta ou indireta.

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Castro pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.