“Nojento”: Fim da escala 6×1 tem troca de xingamentos entre deputada de SC e internautas

Internautas questionam a frequência da parlamentar nas sessões da Câmara dos Deputados, enquanto ela relata ameaças de morte

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A deputada Julia Zanatta (PL-SC) defendeu que a jornada seja objeto de negociação entre patrões e empregados para evitar impactos para pequenas empresas. Ela disse que recebeu ameaças por suas posições. “Porque quem sabe fazer matemática sabe que a conta não fecha. É justo e é lindo querer um dia a mais de folga. Mas quem vai pagar essa conta?” Fonte: Agência Câmara de Notícias

Julia Zanatta questionou "quem vai pagar a conta" da redução da escala 6x1 durante debate na Câmara dos Deputados (Foto: Kayo Magalhães, Câmara dos Deputados)

A deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) se tornou alvo de críticas nas redes sociais após ter declarado ser contra o fim da escala 6×1. Internautas questionaram a frequência da parlamentar nas sessões da Câmara dos Deputados e a defesa de jornadas extensas de trabalho. Nesta segunda-feira (25), ela afirmou estar recebendo ameaças de morte.

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A polêmica começou durante um debate na Câmara dos Deputados, na última terça-feira (19), após a deputada perguntar “quem vai pagar a conta” da redução da escala 6×1, durante uma sessão da comissão especial da Câmara. A fala gerou vaias e tumulto no plenário.

— É justo e é lindo querer um dia a mais de folga, mas quem vai pagar essa conta? O trabalhador brasileiro, que já está endividado, e no seu dia de folga vai ter que fazer bico para a conta de casa fechar— afirmou.

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Postagens resgataram ausências na Câmara

Em meio à repercussão, usuários passaram a compartilhar publicações que atribuíam a deputados contrários ao fim da escala 6×1 centenas de “dias de folga” ao longo de 2025. No caso de Julia Zanatta, “292 dias de folga” no ano. O cálculo, porém, considera os dias em que houve registro de presença em sessões plenárias, subtraindo esse número dos 365 dias do ano.

Segundo dados da Câmara dos Deputados, em 2025 houve 121 dias com sessões em plenário. Julia Zanatta participou de 73 deles, o equivalente a 60,3% de presença. Das 46 ausências registradas, 44 foram justificadas por licença-maternidade e duas não tiveram justificativa.

As críticas ganharam força em postagens e usuários lotaram as publicações de Julia Zanatta com comentários como “A pessoa trabalha 73 dias em um ano e fica defendendo que os outros trabalhem em escala 6×1″.

Até mesmo a emenda apoiada por Zanatta que permite ampliar em até 30% o limite de horas extras, chegando a 52 horas semanais, virou alvo de comentários como “Trabalhe você 52h semanais“.

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Zanatta faz live chamando críticos de “nojentos”

No domingo (24), a deputada fez uma live nas redes sociais e chamou críticos de “escória”, “vagabundos” e “vermes”. Na ocasião, ela negou ter faltado a quantidade apontada.

Essa escória, esses nojentos, esses vadios, esses vagabundos, esse patifes, esses mentirosos, estão alimentando essa luta de classes e falando que eu folguei 292 dias — disse a deputada.

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A live desencadeou uma nova onda de críticas nas redes sociais. O vereador carioca Rick Azevedo (PSOL-RJ), fundador do movimento Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que defende o fim da escala 6×1, criticou a posição da deputada.

“Júlia Zanatta em live chamando de vermes e vagabundos aqueles que a cobraram por sua hipocrisia. Pode xingar à vontade, nada muda o fato de que essa senhora que trabalha 3 dias na semana quer ver o povo se esfolando na 6×1 por 52h na semana”, escreveu Rick Azevedo em uma postagem no X, antigo Twitter.

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Nesta segunda-feira (25), Zanatta voltou às redes para afirmar que está sendo alvo de ameaças de morte e ataques pessoais.

“Ameaças e xingamentos têm um objetivo claro: matar o debate e esconder a VERDADE.”, escreveu.

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O NSC Total entrou em contato com a assessoria da deputada Julia Zanatta para posicionamento sobre as críticas, mas não recebeu retorno até o fechamento desta reportagem.