Idosa que vivia em apartamento com 400 gatos em SC passará por acompanhamento de saúde

Idosa vive sozinha e pode estar em situação de vulnerabilidade

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Gatos doentes e ambiente insalubre adiam resgate de 400 felinos em apartamento de SC

Gatos foram encontrados em condições insalubres em casa em Concórdia (Foto: Diretoria Municipal de Bem-Estar Animal, Divulgação)

A idosa de 73 anos que vivia em uma casa onde mais de 400 gatos foram encontrados em Concórdiano Oeste de Santa Catarina, passará por uma avaliação psicossocial e será acompanhada por profissionais de saúde e assistência social do município. A determinação é do juízo da 1ª Vara Cível da comarca de Concórdia, que também decidiu que 119 gatos devem ser retirados da casa, considerado um ambiente inadequado, com presença de sujeira, fezes e risco de doenças.

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A determinação também aponta que a idosa vive sozinha e pode estar em situação de vulnerabilidade. Ela deve deixar que equipes técnicas entrem na casa e, se houver resistência, a Justiça também autorizou o uso da força necessária “para garantir o cumprimento da medida”.

Os gatos terão que ser retirados pela combinação de fatores como superlotação, risco de maus-tratos, condições insalubres e descumprimento de medidas anteriores. Dessa forma, a determinação visa garantir condições dignas tanto para os animais quanto para a idosa, segundo a Justiça.

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Como os animais foram encontrados

“Condições insalubres”

Conforme a decisão, os animais foram identificados em uma situação de acúmulo excessivo de gatos em condições insalubres. A decisão atende a um pedido do Ministério Público e tem como principal objetivo proteger tanto os animais quanto a saúde pública e a idosa, segundo a Justiça.

Foi realizada uma vistoria no local que localizou 119 gatos na casa. No entanto, o número de animais pode ser ainda maior, já que os gatos circulam pelo imóvel, se reproduzem, e ainda atraem outro animais para a casa. Todos os gatos que forem localizados devem ser retirados do local, segundo a determinação.

A idosa e o Ministério Público já tinham firmado um acordo para que os animais fossem castrados e encaminhados para adoção, além da necessidade de controle sanitário. As determinações, no entanto, não foram cumpridas. A Justiça confirmou que as condições dos animais caracterizam maus-tratos e representa risco para os gatos e para as pessoas.

Por isso, a retirada dos gatos também representa uma possibilidade de recuperar as condições de higiene da casa e desinfecção do imóvel. A decisão também levou em conta a gravidade da situação clínica de alguns animais, apontada em laudos técnicos. Com isso, a Justiça estabeleceu um cronograma de retirada gradual, com resgates diários, priorizando os casos mais graves.

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Os animais serão levados para locais adequados, onde receberão atendimento veterinário, vacinação, castração e, depois, serão disponibilizados para adoção. Todo o processo deverá ser acompanhado e documentado, segundo a Justiça.