Morte por rope jump: câmera GoPro que filmou queda fatal de jovem segue desaparecida há quase dois meses

Câmera pode ajudar as autoridades a entenderem o que aconteceu antes do salto de rope jump da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, na Ponte do Esqueleto

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Maria Eduarda tinha 21 anos quando foi lançada da Ponte do Esqueleto sem equipamentos de segurança (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Maria Eduarda tinha 21 anos quando foi lançada da Ponte do Esqueleto sem equipamentos de segurança (Foto: Redes sociais, Reprodução)

A câmera GoPro que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no momento em que ela foi arremessada da Ponte do Esqueleto, em Limeira, em São Paulo, em um salto de rope jump sem as cordas de segurança, permanece desaparecida quase dois meses depois do incidente, que aconteceu no dia 13 de julho. De acordo com a Polícia Civil, a câmera teria sido retirada por um dos organizadores do salto a mando da CEO da “empresa” Entre Cordas, Evelyne dos Santos Gonçalves.

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Evelyne está presa e virou ré por homicídio com dolo eventual que, mesmo sem intenção, assume o risco de matar, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, conforme o Estadão, assim como Luis Felipe Feliciano EgoroffMaicon Fernandes Cintra, e Vitor de Freitas Gonçalves, os instrutores que lançaram Maria Eduarda da ponte.

Foram os próprios instrutores que afirmaram em depoimento que receberam ordens de Evelyne para retirar a câmera do corpo de Maria Eduarda assim que ela caiu ao solo após o salto, enquanto ela ainda tinha sinais vitais. Por isso, Evelyne também é réu por fraude processual.

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Entenda como deveria ter sido feito o salto de rope jump

Suspeito inicial já foi solto

Inicialmente, a polícia suspeitava de João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, que chegou a ser preso, mas foi solto por falta de provas. Segundo testemunhas, a pessoa que retirou a câmera tinha cabelos escuros, enquanto João possui os fios tingidos de “loiro muito claro”. Em uma carta, ele revelou nomes que podem ter sumido com o equipamento.

“Nomes que eu acredito ter levado a câmera para cima da ponte: Kauê porque desceu muito rápido, não sabia fazer massagem cardíaca e ficou sozinho com a Maria Eduarda. Gustavinho porque ele estava embaixo e a Evelyne pediu para ele subir para a parte de cima da ponte por radio”, escreveu o suspeito na carta.

Por que câmera é considerada essencial?

O equipamento pode ajudar as autoridades a entenderem o que aconteceu antes do salto, quando o equipamento é colocado, e durante a atividade esportiva, já na queda. Todos os participantes do salto que gostariam de gravar utilizavam uma câmera de ação, serviço este que era cobrado a parte.

Salto da jovem foi gravado pelo celular dela

A queda fatal de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi gravada pelo próprio celular da jovem. As imagens mostram que a corda de segurança principal não estava presa ao corpo da vítima no momento do salto.

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O vídeo foi obtido pelo Fantástico e mostra o momento que Maria Eduarda é carregada por três instrutores e lançada. O momento do lançamento foi cortado no vídeo, já que as imagens são fortes. Também é possível ver, no registro, um cartaz da empresa responsável pelos saltos, a “Entre Cordas”.

Outros registros do momento do salto em ângulos diferentes já tinham sido divulgados anteriormente. Este vídeo, no entanto, foi registrado no próprio celular de Maria Eduarda e ainda não havia sido divulgado.

Veja o vídeo