A câmera que registrou a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em um salto de rope jump, na Ponte do Esqueleto em Limeira, em São Paulo, no dia 13 de junho, pode ter sumido a mando de Evelyne dos Santos Gonçalves, a organizadora do evento onde o salto foi realizado. É o que aponta o inquérito policial, que indiciou a mulher por homicídio qualificado e fraude processual.
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Maria Eduarda morreu após ser lançada sem a corda de segurança principal durante o salto. Depois do ocorrido, Evelyne teria ficado extremamente preocupada em recuperar a câmera, segundo o integrante do grupo de rope jump e investigado, Luís Gustavo de Oliveira. Por isso, ela teria pedido para que ele buscasse a câmera para apagar o vídeo registrado.
No entanto, ele afirmou que recusou o pedido para poder priorizar o socorro à jovem.
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“Houve menção expressa de que seria necessário apagar o vídeo registrado, o que foi por ele recusado naquele momento […] após retornar à parte superior da ponte, Evelyne reiterou a preocupação com a câmera, bem como solicitou que fossem retirados equipamentos do local e encaminhados ao veículo”, afirma o relatório de conclusão do inquérito.
João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, outro investigado, também afirmou em depoimento que ouviu de alguém o relato de que Evelyne teria solicitado que um integrante pegasse a câmera.
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O que é o rope jump?
Evelyne era vista como “CEO” do grupo
Conforme o inquérito, a mulher era vista como a CEO do grupo responsável pelos saltos. Ela recepcionava, cadastrava os participantes e assinava termos de responsabilidade. Além disso, Evelyne entrega as fichas de ordem numérica e fazia a gestão das redes sociais.
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“Os elementos colhidos demonstram que Evelyne integrava o núcleo organizacional responsável pela realização da atividade, participando da definição de aspectos logísticos do evento, administração dos participantes, divulgação da atividade e manutenção da estrutura operacional necessária para sua execução”, apontou a polícia.
Organizadora trocou de advogado durante o processo
Quando o caso começou a ser investigado, Evelyne era defendida por um advogado, mas trocou o profissional durante o processo. O novo advogado, Maurício Marchiori, disse que discorda do indiciamento, embora respeite o inquérito.
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“Trata-se de manifestação da autoridade policial, que será submetida ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. As teses defensivas serão apresentadas no momento oportuno, confiando que, ao final, os fatos serão devidamente esclarecidos”, disse em nota.
Novos suspeitos de retirar câmera de jovem
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil também informou que não considera mais o instrutor João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva suspeito de ter retirado a câmera que acompanhava a jovem no momento do salto quando ela já estava caída. Isso porque, segundo testemunhas, a pessoa que retirou a câmera tinha cabelos escuros, enquanto João possui os fios tingidos de “loiro muito claro”.
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“Nesse contexto, os indícios colhidos passam a recair, ao menos nesta fase inicial da investigação, sobre os investigados Gabriel e Kauê”, apontou o inquérito.
João deve ter a prisão temporária revogada, segundo a polícia. Os advogados dele, Vitor Aurélio e Ana Flávia de Almeida Foguel, disseram, nesta quinta-feira (2), que o instrutor deve ser indenizado pelo período preso.servando o devido processo legal e a presunção de inocência”, disse, em nota.
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Relembre o caso
Maria Eduarda morreu após cair durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto. Segundo as investigações, a estudante participava da modalidade “aviãozinho” quando não teria sido conectada corretamente ao sistema de segurança.
Um vídeo circulou nas redes sociais e mostrou o momento em que funcionários carregam a jovem até a plataforma. Em seguida, ela é lançada e, poucos segundos depois, é possível ouvir pessoas gritando frases como “a corda” e “gente, a corda”.
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