A câmera que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, e que filmou a queda livre da jovem em um salto de rope jump sem as cordas de segurança na Ponte do Esqueleto, em Limeira, em São Paulo, foi retirada depois da tragédia por um dos presos no caso. Ao todo, seis pessoas estão detidas suspeitas de terem participação na morte dela. Com informações do g1.

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Trata-se de João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, preso no último final de semana, uma semana após a morte de Maria Eduarda. Segundo o Ministério Público, ele estava na base da ponte no momento do salto e removeu a câmera que ela segurava. O equipamento ainda não foi encontrado.

O que é o rope jump

O rope jump é uma modalidade de salto em altura na qual a pessoa se lança de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica fica conectada ao praticante durante toda a queda, o rope jump utiliza cordas de escalada e técnicas específicas para controlar o movimento e amortecer a queda.

Preso negou ter retirado a câmera de Maria Eduarda

Conforme o MP, João Antônio tinha função operacional durante os saltos e tinha “condições objetivas de perceber eventual irregularidade na fixação dos equipamentos da vítima e de comunicá-la à equipe no topo por meio de rádio, comunicação que, em tese, não foi realizada”.

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“Ademais, aproximou-se do corpo da vítima imediatamente após a queda e removeu a câmera GoPro que ela segurava, praticando conduta de supressão de elemento probatório central à investigação”, disse o Ministério Público.

A delegada responsável pelo caso, Andréa Levy, afirmou que João negou em depoimento a retirada da câmera da vítima. Uma testemunha confirmou que viu um homem pegando a câmera da mão da jovem após a queda.

— Quando ele foi ouvido, ele menciona que foi apenas checar o batimento cardíaco e que ele não retirou a câmera. Mas, diante da testemunha presencial que viu ele retirando a câmera da mão da vítima, foi necessária a prisão temporária dele para averiguar os fatos — afirmou a delegada.

Responsável pelo grupo e integrante da equipe também foram presos

Na mesma ocasião da prisão de João, também foram detidos Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, apontada como responsável pelo grupo “Entre Cordas”, que realizava os saltos, e Gabriel Barros Martins, de 30 anos. Segundo o Ministério Público, Evelyne excluiu uma conta de rede social, o que se enquadraria como destruição de prova digital.

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Em relação a Gabriel, o MP afirmou que ele fugiu do local depois da queda de Maria Eduarda “sem prestar quaisquer esclarecimentos às autoridades policiais.”

A defesa de João disse que ele não participou da execução do salto e que o homem prestou atendimento imediato à Maria Eduarda. O advogado sustentou, também, que ele colaborou com as autoridades e que possui interesse na localização da câmera.

Já a defesa de Eveliny afirmou que a mulher está colaborando com as investigações e que está confiante na inocência dela. A defesa de Gabriel, por outro lado, destacou que só irá se manifestar no processo.

Três presos foram indiciados

Na segunda-feira (22), três homens presos depois da morte da jovem foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos.

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Pessoas que aguardavam para saltar filmaram a queda

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, no sábado (13). Segundo as investigações, a estudante participava da modalidade “aviãozinho” quando não teria sido conectada corretamente ao sistema de segurança.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que funcionários carregam a jovem até a plataforma. Em seguida, ela é lançada e, poucos segundos depois, é possível ouvir pessoas gritando frases como “a corda” e “gente, a corda”

Os três instrutores foram presos em flagrante após o acidente e, posteriormente, tiveram suas prisões convertidas para preventivas. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura possíveis falhas nos procedimentos de segurança adotados pela equipe responsável pela atividade.