Mais três suspeitos foram presos por suspeita de participação na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, arremessada sem cordas de segurança em um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto em Limeira, São Paulo. As prisões acontecem uma semana após a tragédia com a jovem e se somam a outros três presos no dia da morte de Maria Eduarda, no último sábado (13).

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A informação da prisão dos suspeitos, que seriam do Rio de Janeiro, foi confirmada pelo delegado seccional de Limeira, Antônio Luiz Tuckumantel ao g1. No entanto, não há informações sobre o local onde eles foram detidos e nem a participação deles na morte da jovem.

Os outros três presos são os instrutores responsáveis pelo salto de rope jump de Maria Eduarda. Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, disseram que não sabem o motivo de não terem conferido a corda de segurança no momento do salto de 40 metros de altura. Eles foram autuados por homicídio com dolo eventual.

São eles quem aparecem em um vídeo que mostra a jovem sendo carregada até a beirada da plataforma e arremessada em seguida.

O que é o rope jump

O rope jump é uma modalidade de salto em altura na qual a pessoa se lança de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica fica conectada ao praticante durante toda a queda, o rope jump utiliza cordas de escalada e técnicas específicas para controlar o movimento e amortecer a queda.

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Pessoas que aguardavam para saltar filmaram a queda

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, no sábado (13). Segundo as investigações, a estudante participava da modalidade “aviãozinho” quando não teria sido conectada corretamente ao sistema de segurança.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que funcionários carregam a jovem até a plataforma. Em seguida, ela é lançada e, poucos segundos depois, é possível ouvir pessoas gritando frases como “a corda” e “gente, a corda”

Os três instrutores foram presos em flagrante após o acidente e, posteriormente, tiveram suas prisões convertidas para preventivas. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura possíveis falhas nos procedimentos de segurança adotados pela equipe responsável pela atividade.

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Prefeituras apoiam demolição da Ponte do Esqueleto

Em uma reunião realizada na segunda-feira (15) entre União e os municípios, o prefeito de Limeira, Murilo Félix (Podemos) e prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad (União), defenderam a demolição da ponte onde a morte de Maria Eduarda aconteceu para “evitar outras tragédias“.

— Estamos tratando de uma área que apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que continua atraindo pessoas mesmo interditada. A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população — afirmou Murilo Félix.

A União propôs a retirada das cabeceiras da ponte até que seja possível a contratação da implosão. Já os municípios se comprometeram a abrir as valetas para restringir o acesso à ponte.

A possibilidade de doação ou cessão da ponte ao município de Limeira também foi discutida, mas o prefeito afirmou que não há interesse público.

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