A Justiça de São Paulo negou nesta quinta-feira (18) o pedido de liberdade de dois dos três instrutores presos após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump, realizada no último sábado (13), em Limeira, no interior paulista.

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O habeas corpus foi solicitado em favor de Luis Felipe Feliciano Egoroff e Maicon Fernandes Cintra. O terceiro instrutor preso, Vitor de Freitas Gonçalves, não foi incluído no pedido.

Da esquerda para a direita: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves (Foto: Reprodução)

Na decisão, o magistrado entendeu que não há ilegalidade na determinação da prisão preventiva dos investigados. Entre os argumentos apresentados, foram citadas a tentativa de evasão dos instrutores após o acidente, a troca de roupas e informações sobre o desaparecimento de câmeras de gravação que poderiam conter imagens do ocorrido.

O documento também destaca que a soltura dos investigados representaria risco à ordem pública em razão da possibilidade de reiteração infracional.

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Depoimentos dos instrutores

Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual após Maria Eduarda ser lançada da estrutura sem estar conectada à corda de segurança. Posteriormente, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia.

Em depoimento à Polícia Civil, Luis Felipe Egoroff afirmou não se recordar do que aconteceu no momento do acidente.

— Passei lá para frente primeiro, aí depois disso já apagou da mente, eu não lembro — declarou.

Questionado sobre quem era responsável por realizar a conferência de segurança antes do salto, disse não se lembrar.

Vitor de Freitas Gonçalves afirmou acreditar que o episódio foi uma fatalidade.

— Realmente uma fatalidade que aconteceu. Ninguém sai de casa para cometer um negócio desse.

Assista ao depoimento dos três instrutores

Investigação apura dinâmica do acidente

Segundo a investigação, Maria Eduarda faria o primeiro salto do dia na modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que o participante é suspenso e lançado pelos instrutores.

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Imagens e vídeos entregues por testemunhas à polícia mostram que a jovem foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem qualquer ligação ao sistema de cordas, entrando em queda livre. (assista abaixo, imagens fortes)

Para a delegada responsável pelo caso, os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte ao deixarem de adotar medidas de segurança consideradas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

Ao converter as prisões em flagrante em preventivas, a Justiça fundamentou a decisão na gravidade da conduta e na necessidade de preservação da ordem pública. O caso continua sendo investigado pela Delegacia Seccional de Limeira.

O que é o rope jump?

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