A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), reacendeu a discussão sobre a responsabilização de organizadores de atividades radicais após acidentes fatais. O caso também trouxe à memória uma tragédia semelhante ocorrida em 2020, em Minas Gerais, que terminou com condenação na Justiça.
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Na época, o empresário Adam Esteves Cardoso, de 25 anos, morreu após saltar de um viaduto de cerca de 100 metros durante a prática de rope jump em Antônio Dias, na região do Vale do Aço. O jovem atingiu o solo após uma falha relacionada ao equipamento utilizado no salto. A Polícia Civil investigou o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Seis anos depois, a morte de Maria Eduarda apresenta semelhanças que chamaram a atenção do pai de Adam, Luiz Carlos Martins Cardoso. Ele afirmou acompanhar o caso e defendeu que os responsáveis sejam punidos.
O que é o rope jump?
Condenação após morte em Minas Gerais
O acidente que matou Adam ocorreu em outubro de 2020. Segundo as investigações, houve falhas nos procedimentos de segurança durante a atividade. A Justiça acabou condenando um dos responsáveis pelo evento. A pena incluiu prestação de serviços à comunidade e o pagamento de uma multa de R$ 3 mil, conforme relatado pelo pai da vítima.
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Para a família, a punição foi considerada branda diante da gravidade do caso. Desde então, Luiz Carlos tem defendido maior rigor na fiscalização e responsabilização de empresas e organizadores que promovem atividades de aventura.
Caso de Limeira é investigado como dolo eventual
Diferentemente do caso de Minas Gerais, a morte de Maria Eduarda está sendo investigada como homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que os envolvidos assumiram o risco de produzir o resultado. Segundo a Polícia Civil, a jovem foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar conectada ao principal equipamento de segurança. Três homens foram presos e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Na decisão que manteve os investigados presos, a Justiça apontou o que classificou como “negligência grosseira” na condução do salto, destacando a ausência de verificação dos equipamentos obrigatórios antes da atividade.
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Ao relembrar a morte do filho, Luiz Carlos afirmou que espera uma resposta mais firme das autoridades no caso de Limeira. Para ele, a responsabilização adequada dos envolvidos é fundamental para evitar que novas famílias enfrentem a mesma dor.









