Como é a proposta de Jorginho para reduzir desconto de 14% dos aposentados

Projeto desenhado pelo Iprev será enviado à Alesc

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Jorginho e Nadal

Governador Jorginho Mello enviará projeto para a Alesc (foto: Bruno Collaço, Agência Alesc)

Jorginho Mello (PL) enviará à Assembleia Legislativa uma proposta de redução escalonada do desconto de 14% dos aposentados e pensionistas do Estado. Promessa de campanha do governador, a revisão do desconto é cobrada pelos servidores desde a aprovação da Reforma da Previdência, em 2021 – e o assunto já vinha repercutindo no Legislativo.

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O anúncio do projeto foi feito na quarta-feira (6) em meio ao pacote da Educação, mas acabou ofuscado pela crise causada pelo rompimento de um reservatório da Casan em Florianópolis naquela madrugada.

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Discutido por um grupo de trabalho no Iprev, o projeto prevê que o teto de isenção do desconto suba gradativamente até 2026, quando atingirá três salários mínimos. Hoje, somente os aposentados que recebem menos de um salário mínimo não têm o desconto de 14% em folha – o que soma pouco mais de 700 servidores.

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Esse teto subiria para dois salários mínimos a partir de 2024. No ano seguinte, em 2025, passaria para 2,5 salários, e chegaria a três em 2026. Com isto, cerca de 9 mil aposentados deixariam de ter o desconto em folha.

A proposta também inclui os demais aposentados, que passariam a pagar a alíquota sobre os valores que superam o teto. Significa uma redução gradual do que vem descontado na folha. Com isto, o governo pretende que todos os mais de 70 mil aposentados e pensionistas do Estado tenham redução do desconto, em maior ou menor grau dependendo do valor da aposentadoria.

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O salário mínimo é hoje de R$ 1.320. Se a proposta do governo já estivesse valendo, em 2026 a isenção de desconto atingiria quem recebe até R$ 3,9 mil. O Iprev divulgou um cálculo de como a mudança deve funcionar para os demais servidores, que ganham mais do que isso.

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A projeção foi feita com uma aposentadoria de R$ 5 mil. Esses aposentados passariam a pagar menos, gradativamente, conforme sobe o teto de isenção. Em 2026, e com o teto em R$ 3,9 mil, o desconto desses aposentados passaria para 2%.

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O Iprev calcula que, com a medida, abrirá mão de R$ 670 milhões em arrecadação – o que traz um impasse, já que o déficit da Previdência para este ano é calculado em R$ 6 bilhões. O governo justifica a medida dizendo que a redução do desconto vai movimentar a economia de Santa Catarina – o que o aposentado receber a mais, vai circular no comércio e em serviços.

A ideia do governo de propor uma redução escalonada já vinha correndo nos bastidores da Alesc e alguns deputados torciam o nariz, por entenderem que a ideia não atingiria a maior parte dos servidores. Ao propor que o desconto também diminua para quem recebe acima de três salários, o governo tenta driblar resistências.

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Vale lembrar que há pelo menos duas outras propostas em jogo, uma apresentada pelos parlamentares e outra é um projeto de lei popular, mobilizado pelos sindicatos. Em ambos, a ideia é isentar de desconto todos os servidores que recebem menos que o teto do INSS, que é de R$ 7 mil.

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