O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pediu nesta quarta-feira (31) que a liminar que suspendeu atos judiciais e administrativos em universidades contra a livre manifestação de pensamento, em todo o país, fosse estendida para casos de censura nas escolas — como o da deputada estadual eleita em Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo (PSL), que criou um canal de denúncias contra professores nas redes sociais.
A ação que envolve as universidades é julgada esta tarde pelo STF em Brasília. De acordo com a assessoria de comunicação do Supremo, os ministros citaram, inclusive, a "situação da deputada em santa Catarina".
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O pedido de Gilmar Mendes foi negado pela ministra Carmem Lúcia, que é relatora do caso e concedeu a liminar na ação das universidades na semana passada. Ela disse que não poderia incluir os casos de gravações contra professores em sala de aula em seu voto, porque não havia informações sobre isso no processo em julgamento.
Carmem Lúcia concedeu a liminar no último sábado, 27 de outubro. O STF foi provocado pela Procuradoria-Geral da República, que entendeu que as medidas autorizadas pela Justiça Eleitoral, de retirada de faixas nas universidades, caracterizam censura.
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