O que significa deputados de SC posarem com armas no aniversário do golpe de 64

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Paulinha, Eskudlark e Mauro de Nadal posaram com fuzis (Foto: Reprodução, Instagram)

A entrega de viaturas e equipamentos para a Polícia Militar, comprados com recursos de emendas parlamentares da Alesc, resultou em uma sessão de fotos de deputados de Santa Catarina empunhando fuzis. 

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Imagem divulgada nas redes sociais mostra os deputados Maurício Eskudlark (PL), Paulinha (PDT) e o presidente do Legislativo, Mauro de Nadal (MDB), posando com armas nas mãos. O deputado Jessé Lopes (PSL) também compartilhou foto em que segura um fuzil.

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O gesto fica mais grotesco diante do momento histórico. O registro ocorreu na mesma data em que se lamenta o golpe de 1964, que cassou sete parlamentares em Santa Catarina – Ado Faraco, Evilásio Caon, Genir Destri, Manoel Dias, Waldemar Sales e Stuart Wright, que foi preso pela ditadura militar. Até hoje, ele faz parte da lista de desaparecidos políticos no Brasil.

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Estender armas em frente à Casa Legislativa e posar para sessões de fotos, com armamento restrito, são estratégias de marketing que funcionam para animar as torcidas no ambiente belicoso das redes sociais. Mas soa desrespeitoso para com a história do Parlamento e o ambiente democrático.

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O simbolismo do ato – repetindo, de parlamentares civis empunharem armas na Casa Legislativa de Santa Catarina – remete ao momento atual do país, que vive tempos de estremecimento democrático. A pose dos deputados tirou, inclusive, o brilho de uma ação importante da Alesc, que direcionou R$ 11 milhões em recursos para equipamentos de segurança pública.

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Todo cidadão tem obrigação de conhecer a história. Para um parlamentar eleito, também é imperativo compreender contextos, cenários e gestos. Se for para posar com arma, melhor que seja com a vacina.

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