Pesquisas mostram que atividade econômica de SC está perdendo ritmo

Tanto a indústria, quanto o comércio e os serviços tiveram resultado negativo no indicador de maio frente ao mês anterior, com ajuste sazonal, segundo dados do IBGE

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Comércio ampliado mostra mais claramente o recuo gradativo de volume de atividade nos últimos três meses até maio (Foto: Tiago Ghizoni, NSC, BD)

O Brasil e Santa Catarina tiveram fase de crescimento econômico acima do esperado até abril, apesar dos esforços do Banco Central para reduzir atividade visando redução da inflação. Os dados das pesquisas mensais do IBGE de maio mostram que a economia do país e do estado começaram a perder ritmo.

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Uma informação que resume o cenário nacional é o índice de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br, que teve recuo de 0,74% em maio frente a abril, sendo que o mercado esperava estabilidade.

O IBCR, que resume o cenário estadual sai somente dia 23, mas três pesquisas do IBGE que compõem esse índice – de indústria, comércio e serviços, mostram retração de atividade no estado.

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A pesquisa sobre a produção industrial apurou que em maio frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, o setor teve um leve recuou de -0,2%. No acumulado de 12 meses até maio cresceu 6,3%. Esse mesmo indicador no mês anterior, cresceu 6,6%, o que confirma o recuo gradual de maio.

Dois setores tiveram redução de produção em maio frente ao mesmo mês do ano passado, têxteis, confecções e calçados (-6,5%) e equipamentos e materiais elétricos (-3,0%). Os demais tiveram resultado positivo nessa comparação.

O setor de serviços teve redução de -0,9% em maio frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Em 12 meses cresceu 6,2% até maio. Nessa mesma comparação, cresceu 5,9% até abril e 6,3% até março. É o mais estável dos três.  

O varejo ampliado, em maio frente ao mês anterior na série com ajuste sazonal, teve queda de -2,1%. Em 12 meses até maio, cresceu 6,5%, mas até cresceu 7,2% e até março, 7,7%, o que deixa claro a redução gradativa nos últimos três meses.

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A expectativa era de crescimento relevante também no segundo semestre, apesar dos juros altos, que já estão impactando mais na contenção da inflação. Mas com o tarifaço reduzindo exportações, os resultados devem ser ainda menores.

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