Tupy informa como enfrenta o tarifaço dos Estados Unidos

Multinacional de Joinville, Santa Catarina, por fornecer autopeças com alta tecnologia a empresas dos EUA, já conta com elevado estoque naquele país e, por isso, não deve ser atingida pelo tarifaço este ano

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Presidente da Tupy, Rafael Lucchesi, diz que a empresa está fazendo um reordenamento da produção para reduzir impactos das tarifas mais caras do mercado americano (Foto: Divulgação, CNI)

Cada empresa que exporta aos Estados Unidos tem um desafio diferente diante do tarifaço adotado pelo presidente Donald Trump. Um exemplo é a Tupy, de Joinville, fabricante de blocos e cabeçotes principalmente para motores de grandes veículos. Do total da produção brasileira,14% são exportados para os EUA e está sendo feita uma reorganização produtiva para reduzir os impactos da taxação, informou o presidente da companhia, Rafael Lucchesi, para a Bloomberg Línea.

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O executivo, que está à frente da Tupy desde maio, disse que os estoques atuais de produtos da empresa aos clientes dos EUA são suficientes para atender a dez semanas de produção. Por isso, a companhia não deve sofrer impactos das tarifas em 2025.  

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Essa reserva maior de produtos tem a ver, também, com o tipo de negócio: exportações de autopeças de alta tecnologia e fornecedor exclusivo para montadoras. Para esse tipo de produto a esse mercado não é possível encontrar um cliente de uma hora para outra.

Ele explicou na entrevista que isso ocorre porque, por exemplo, para homologar um motor de veículo novo é preciso esperar de 18 a 24 meses. Além dessa homologação do motor são necessárias homologações das fábricas e linhas de produção. Segundo ele, essas autopeças “requerem processos de altíssima complexidade industrial e tecnológica”.  

Atualmente, a Tupy tem fábricas em Joinville, México e em Portugal. Lucchesi disse que para 2026, a empresa está fazendo um reordenamento de plantas para atender o mercado americano e outros. Do México, 9% da produção vai ao mercado americano.

A empresa também está fazendo articulação institucional frente ao tarifaço, tanto no Brasil quanto nos EUA, informou ele.

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O executivo não falou em mudanças no quadro de pessoal e disse que a companhia, por enquanto, não estuda a instalação de fábrica nos EUA, embora essa possibilidade não seja descartada para o futuro. Ressaltou que a unidade de Joinville vai continuar porque é grande, altamente especializada e atende a 40 mercados para os quais a empresa exporta. Atualmente, 67% da produção da empresa é vendida fora do Brasil.

Sobre diversificação de mercados, um foco relevante para a Tupy nos últimos anos, além do ingresso no segmento de motores com a aquisição da MWM, a empresa estuda ingressar no segmento de geradores para data centers.  

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