Transportadora de Joinville com 40 anos de estrada entra em recuperação judicial

Mann recorre à Justiça para renegociar dívidas de cerca de R$ 15 milhões

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Empresa tem matriz em Joinville (Foto: Divulgação)

Uma das mais tradicionais transportadoras de cargas de Santa Catarina entrou em recuperação judicial. A Transporte Mann, com sede em Joinville, recorreu à Justiça para pedir proteção contra credores e renegociar dívidas de cerca de R$ 15 milhões. Deste passivo, pouco mais da metade (R$ 8,8 milhões) se refere a pendências trabalhistas.

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O pedido de recuperação judicial da companhia foi deferido no dia 8 de agosto pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul. A partir desta data, o magistrado estabeleceu prazo de 60 dias para que a empresa apresente um plano de reestruturação dos negócios.

Fundada em 1985, a empresa alegou à Justiça que vem enfrentando problemas financeiras por causa, entre outros fatores, da alta do preço do diesel – que representa entre 30% e 40% dos custos do negócio –, inadimplência de clientes e alta da judicialização trabalhista, além da má condição de rodovias em geral, fatores que teriam comprometido as margens da operação.

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Veja fotos da empresa

Durante períodos de industrialização acelerada da região Sul e de expansão das cadeias de suprimento nacionais, a Mann se destacou atendendo principalmente empresas dos setores metalmecânico, têxtil e de bens de consumo.

A empresa chegou a ter 40 filiais no Brasil, mas atualmente são apenas 18, espalhadas por Santa Catarina (Joinville e Gaspar), São Paulo, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Paraná, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pará e Minas Gerais. Com exceção da matriz em Joinville, todas elas estão paralisadas, segundo informações dos autos do processo.

“Apesar das dificuldades, a Transporte Mann continua sendo uma das referências em transporte rodoviário de cargas fracionadas e dedicadas no Brasil”, diz a petição inicial, a qual a coluna teve acesso.

Atualmente a empresa tem cerca de 70 funcionários – há muitos distribuidores terceirizados – e acumulou receita bruta de R$ 66,7 milhões em 2024, mas com prejuízo líquido de R$ 3,1 milhões.

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