Ataque dos EUA e queda de Maduro dão esperança ao povo venezuelano

Intervenção reabre debate sobre soberania, democracia e o silêncio histórico diante do colapso venezuelano

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Povo venezuelano comemora a queda de Maduro nas ruas de Caracas (Foto: Pablo Sanhueza, Reuters)

O ataque militar dos Estados Unidos da América (EUA) à Venezuela, com a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, devolve uma esperança ao sofrido, oprimido e miserável povo venezuelano. O que virá a seguir, no entanto, ainda é incerto.

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Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado, neste sábado (3), que os EUA “irão governar o país até que haja uma transição adequada e justa”, não há informações claras sobre prazos nem sobre como esse processo de transição será conduzido.

Veja como foi o ataque dos EUA na Venezuela:

O fato é que, apesar do intervencionismo condenável de Trump, ao fim e ao cabo, o horizonte que se desenha dificilmente pode ser pior do que a realidade hoje enfrentada pela população venezuelana.

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Não fosse essa realidade — ignorada de forma hipócrita pelo presidente Lula e pela esquerda progressista brasileira — quase 8 milhões de venezuelanos não teriam fugido do país nos últimos 20 anos. São pessoas perseguidas pela ditadura de Maduro, empobrecidas e que buscaram refúgio em outros países em busca de condições mínimas de vida.

Curiosamente, Santa Catarina — estado rotulado pela extrema esquerda como “fascista” — é a unidade da federação brasileira que mais recebeu venezuelanos.

Basta perguntar aos trabalhadores venezuelanos que vivem em Santa Catarina o que eles pensam sobre o regime que deixaram para trás. O motorista de aplicativo, o funcionário de um atacadista ou qualquer outro trabalhador fala a partir da experiência concreta.

A opinião deles vale mais do que a de muitos acadêmicos que analisam o tema a partir do conforto do ar-condicionado, em um universo paralelo e utópico.

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O PT, que reconheceu a eleição fraudulenta na Venezuela e que por duas décadas silenciou diante de um regime brutal, sanguinário e criminoso, agora, como era previsível, critica o ataque à “soberania da Venezuela”.

O ideal, evidentemente, é que os próprios países resolvam seus problemas políticos internos. Contudo, quando um regime governa à base da força, com apoio das Forças Armadas e fraude eleitoral sistemática, não há como esperar uma saída civilizada e democrática.

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É igualmente evidente que os EUA possuem interesses econômicos no petróleo e em outros setores estratégicos da Venezuela; negar isso seria ingenuidade.

O intervencionismo, ainda assim, não é desejável. Mas, se a ação deste sábado servir para melhorar as condições de vida do povo venezuelano, ela acaba por se justificar.

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